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Perder ou ter que lidar com estragos em residências ou nas empresas em razão de eventos climáticos têm sido uma realidade cada vez mais comum, principalmente em cidades do Sul e Sudeste do país. Diante desse cenário, a necessidade de proteção ao patrimônio a partir de um seguro residencial ou empresarial torna-se ainda mais evidente.

Mas existem alguns cuidados básicos que devem ser tomados em complemento ao seguro, que diminuem o risco de acidentes em momentos de adversidades, como em casos de alagamentos, vendavais ou chuva de granizo. O especialista em mercado segurador e diretor da Bradesco Auto/RE, Saint´Clair Lima, listou algumas dicas.

“É comum vermos residências ou empresas com as estruturas danificadas por causa de infiltrações e ventos que acontecem ao longo do tempo. A proteção é fundamental. Materiais impermeabilizantes, telhados protegidos, para-raios, estabilizadores, ralos, calhas e outros equipamentos podem fazer muita diferença quando uma tempestade chega repentinamente. É preciso estar sempre atento para que os danos sejam irrisórios ou minimizados”, diz o executivo.

Janelas bem fechadas e trancadas: o objetivo é evitar que elas se soltem ou batam com a força do vento. Uma boa solução, caso os vidros estejam sem a proteção das janelas, é aplicar uma camada de película protetora. Isto evitará que o objeto quebre ou fique estilhaçado em casos de fortes impactos.

Paredes e teto: Chuvas, umidades e desgaste do tempo podem comprometer a estrutura das paredes e do teto. Caso note a presença de manchas escuras e úmidas nas paredes, localize a origem da infiltração e providencie a aplicação de material impermeabilizante na estrutura danificada.

Mantenha a limpeza de ralos e calhas: Reforce a supervisão em antecedência ao prenúncio de chuvas torrenciais para evitar inundações. O piso deverá ter sempre um caimento que faça a água escoar pelo ralo, evitando grandes poças.

Mesmo seguindo essas recomendações, o seguro residencial ou empresarial é indispensável. Para ser ter ideia, a companhia deflagrou a ‘Operação Calamidade’, em julho, por conta da passagem do ciclone bomba nos três estados do Sul. O objetivo foi atender de forma mais célere os segurados atingidos pelas intempéries. O resultado foi um número recorde em chamados emergenciais de sinistros, cerca de 3 mil, e a estimativa de indenizações ultrapassara a cifra dos R$ 43 milhões. Em junho, os temporais, que também atingiram o Sul do país, deflagraram outra edição da Operação, que beneficiou 70 clientes do seguro residencial com R$ 850 mil pagos de indenização.

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Vale ressaltar que os seguros residencial e empresarial contemplam uma série de serviços para o imóvel, como vidraceiro, eletricista e encanador, limpeza residencial entre muitos outros, que visam auxiliam na manutenção do patrimônio. “O gasto com recuperação ou limpeza de um imóvel destruído é alto para quem não tem seguro. Geralmente, o seguro residencial representa apenas 0,1% ou 0,2% do valor do imóvel”, conclui o executivo.

N.F.
Revista Apólice

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