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EXCLUSIVO – Voltar ao que era antes é uma condição que não existirá no mundo pós-pandemia. A vida e as pessoas se modificaram completamente durante esse período de isolamento social, mudando anseios, comportamentos e preferências dos consumidores. Tudo isso acaba impactando em diversas indústrias, mas principalmente no varejo.

Pensando nisso, a Sompo Seguros promoveu ontem, 1 de julho, uma live para debater as “Tendências do mercado de varejo no novo normal: entenda como as empresas do setor estão se preparando para o cenário pós-pandemia”. A transmissão ao vivo foi mediada por Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da seguradora, e contou com a participação de David Morrell, sócio da consultoria PwC; e Carolina Rocco, coordenadora do time de Business Analytics na Cielo.

Durante o evento os especialistas debateram a influência da transformação digital, os reflexos do isolamento social e o novo comportamento do consumidor frente ao cenário de pandemia. Segundo Morrell, “as boas experiências fazem os clientes se sentirem ouvidos, percebidos e valorizados. Eficiência, conveniência e bom atendimento são os elementos mais importantes deste processo, e quem entender isso com toda certeza irá alcançar bons resultados após a crise”.

De acordo com uma pesquisa realizada mundialmente pela PwC, 45% das pessoas tiveram a renda familiar afetada pelo novo coronavírus. 50% dos entrevistados pretendem manter o mesmo nível de gastos no médio e longo prazo, e esse número é ainda maior nos países da América Latina. No Brasil, por exemplo, 60% dos consumidores querem continuar gastando a mesma quantia que gastam durante o isolamento social. “A gente percebeu que dá pra viver gastando menos, e isso gera um novo desafio para todo o mercado”, diz Morrell.

Carolina apresentou os indicadores do impacto da covid-19 no varejo brasileiro com base nos acompanhamentos feitos pela Cielo. Segundo o relatório, desde o início do surto de coronavírus, a indústria apresentou queda de 28,1% no Brasil, melhorando de forma consistente no fim de março e com leve piora na última semana do mês de junho. O setor de Serviços, o mais impactado desde o início do surto, apresentou queda de 62,4% no período acumulado.

Para a coordenarora, “é extremamente importante que os estabelecimentos comerciais se adaptem a esse novo modelo de atendimento. Eu particularmente acredito que os dados são um dos bens mais preciosos que temos, então use ao seu favor essas informações para tomar decisões, fazer comparações e entender o mercado que sua empresa atua para ajudar o seu negócio a crescer”.

Morrel afirma que é fundamental que alguns segmentos invistam em modelos de modernização que atendam o e-commerce. “Durante a quarentena, o comércio online cresceu 56% no Brasil. Mais no que nunca entrar no digital é necessário, pois temos 10 mil brasileiros a mais na internet. Minha dica para os PME’s, que são quem normalmente enfrentam mais dificuldades para aderir ao online, é que eles devem efetuar uma mudança no modelo de negócio e entender o que a marca significa para o consumidor”.

O presidente da Sompo afirmou que essa mudança no comportamento do cliente é uma oportunidade para o mercado segurador crescer e mostrar sua importância. “Restaurantes, bares, lojas de roupas e tantos outros comércios irão precisar adquirir seguros, pois como foram pegos de surpresa pela crise, os empresários que se encontravam desprotegidos entenderam que contar com o benefício para manter o negócio é fundamental. Nós, como propagadores do produto seguro, devemos oferecer e criar novas soluções para essas demandas que já estão surgindo”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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