Do ponto de vista dos negócios do mercado de seguros, a Risk Manager da Essor Seguros, Elvira Lanzillotta, acredita que uma das áreas que a pandemia vai afetar nas empresas é a gestão de riscos, uma vez que a probabilidade de que eventos dessa natureza se repitam aumenta significativamente.

“É importante enxergarmos que a pandemia, apesar de seus impactos negativos, nos traz grandes lições. Cabe a nós aproveitarmos esse momento para reflexão e aprendizado, para que possamos sair mais fortalecidos e preparados para o futuro”, diz a executiva.

Falando sobre as possibilidades de novos produtos, Elvira afirma que a prioridade de otimizar a experiência do cliente, facilitando a aquisição dos produtos por meio de plataformas digitais simples e ágeis, se torna ainda mais latente na companhia.

“Toda crise motiva a busca de novas soluções e impulsiona a inovação. Estamos atentos às necessidades do mercado e em busca de oportunidades, seja por meio de produtos diferenciados, novas parcerias ou novas formas de ofertar os produtos. Estamos sempre prontos a ouvir e avaliar novas ideias”.

A executiva conta que, por pertencer à SCOR, a seguradora tem acesso à experiência e ao conhecimento de diversos especialistas no mundo todo para os estudos de novos negócios, sempre aliados a uma gestão de riscos efetiva.

No entendo, faz questão de ressaltar que para que essa importante bagagem seja efetiva e tenha se mantido assim, e até se fortalecido, durante esse período de adversidade, a resiliência da equipe foi um dos principais fatores de sucesso. “Aprendemos que quando existe união e engajamento de todos, qualquer barreira pode ser rompida”.

Além disso, a empresa se aproximou de seus clientes e corretores, com envolvimento de suas parcerias, para melhor entender e atender às necessidades nesse momento de crise. Isso permitiu coletar informações importantes para a adoção de estratégias para manutenção de seus segurados. “Disponibilizamos também em nosso Portal do Corretor um novo canal de comunicação, a ferramenta de chat, que dá ao profissional a agilidade necessária para atender de forma mais eficiente seus clientes”.

Com base nessa experiência positiva, a companhia pretende adotar a política de home office mesmo após a pandemia, de forma a oferecer qualidade de vida aos seus funcionários e, ao mesmo tempo, otimizar os recursos de infraestrutura da seguradora. “Os critérios para a política de home office ainda estão sendo estudados”, pontua a executiva.

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Outro legado deixado serão as tecnologias utilizadas para viabilizar esse modelo de trabalho. “Já existem melhorias em andamento para otimização do uso do ambiente remoto e a tendência natural é que, à medida em que as tecnologias evoluam, novas ferramentas sejam implementadas. A constante ação da TI é essencial também para a efetiva gestão dos riscos ligados à segurança da informação, que se tornam ainda maiores nesse novo contexto”.

N.F.
Revista Apólice

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