Diretor gerente da Bradesco Saúde, Flávio Bitter foi um dos palestrantes do CQCS Innovation Latam, que aconteceu na última quinta-feira, 23 de julho. O executivo falou sobre a perspectiva da companhia, no Brasil e também sobre o legado das transformações trazidas pela pandemia.

A empresa faz parte de um dos maiores conglomerados do Brasil e está presente em mais de 1.400 cidades, com 3,6 milhões de usuários. Durante a pandemia, a seguradora já contabilizou mais de 15 mil usuários internados por conta da covid-19. “Imaginávamos no início de março, a partir de algumas simulações de cenários, que poderíamos chegar a um colapso do sistema, no qual não teríamos condições de atender a todos os nossos clientes. Mas com a aderência das medidas de isolamento pelos beneficiários, o perfil populacional e a capacidade de preparação e manejo clínico da rede referenciada, foi possível ultrapassar os momentos mais críticos”, explicou o executivo.

Bitter esclareceu que, no Brasil, foi observada uma grande diferença na proliferação do vírus durante a pandemia, principalmente nas últimas semanas. “No Norte, temos uma queda acentuada na transmissão após um problema agudo há dois meses, mas agora estamos estáveis. Já no Sudeste, temos uma taxa menor, já se passou do pico, mas ainda há um crescimento de casos no interior desses estados. No Sul e no Centro-Oeste ainda há números crescentes. Isso mostra a diferença de comportamento nas regiões”, analisa.

A companhia também observou uma mudança no comportamento de seus clientes na adesão a plataformas digitais. No site da seguradora, destinado ao novo coronavírus, foi registrado mais de 500 mil visitas. “O formato dos pedidos de reembolso digital já existia. Entretanto, com o isolamento social, 87% de todos os pedidos passaram a ser feitos por meio do aplicativo”. O executivo contou que a empresa também conseguiu integrar serviços assistenciais à plataforma Bradesco Saúde Digital. “Com um clique, você pode falar com um médico. Com as mudanças de relacionamento e as autorizações do CFM, o profissional pode prescrever receitas e ajudar nossos usuários”.

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No que diz respeito ao futuro, Bitter apresentou algumas projeções do que acredita que irá mudar quando a pandemia, de fato, acabar: “Conseguimos nos acostumar com o home office e com as webinars. Acho que isso vai ser normal e cotidiano. Do ponto de vista da economia, vamos enfrentar uma recessão, o que levará a priorização de gastos e escolhas melhores. Do ponto de vista da saúde, a memória da pandemia vai nos mostrar a importância de ter um seguro saúde, pois isso é algo que garante segurança. Além disso, a telemedicina veio para ficar e será um grande legado para o sistema”, finalizou.

N.F.
Revista Apólice

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