(FOTO: Lauro Alves/ Agência RBS)

EXCLUSIVO – Nesta semana os moradores da região Sul do Brasil, principalmente de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foram pegos de surpresa por um “ciclone bomba”, que devastou diversas cidades e deixou inúmeros prejuízos para a população. A preocupação dos brasileiros com o fenômeno continua, pois é possível que ele ainda provoque ventos fortes desde o RS até o Rio de Janeiro.

Meteorologistas entrevistados pela BBC News afirmaram que é natural que ciclones como esse atinjam o País, principalmente durante a primavera e o outono. Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disse que a força do fenômeno foi determinada pelo grande contraste entre as temperaturas que formaram o ciclone.

Segundo o levantamento da Defesa Civil estadual, até às 17h desta quarta-feira , 1 de julho, mais de 2.331 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas em 23 cidades do Rio Grande do Sul. O principal motivo são os alagamentos e vendavais causados pelo ciclone. A cidade mais prejudicada foi São Sebastião do Caí, no Vale do Caí. Mais de 1,2 mil moradores foram retirados de casa devido à inundação causada pela cheia do rio Caí.

Devido à devastação causada pelo ciclone, residências, edificações e até mesmo lavouras foram danificadas ou totalmente destruídas. Entretanto, quem contava com uma apólice de seguro pode ter os danos reparados pelas seguradoras, que adotaram diversas ações para atender os clientes prejudicados pelo fenômeno.

As carteiras que mais foram afetadas na região foram a residencial, empresarial, condomínio, patrimonial rural e agrícola. Na Mapfre, o volume total de sinistros registrados está 15 vezes maior, ou seja, houve um incremento de 1.484%. “O volume de sinistros decorrentes do evento recebidos até o momento corresponde ao número total de sinistros em residencial, empresarial, condomínio, patrimonial rural e agrícola que recebemos mensalmente de todo o Brasil. Se o sinistro não for de maior complexidade, é possível que sejam feitas vistorias por vídeo-perícia, via ferramentas tecnológicas ou até mesmo por WhatsApp, com o envio de fotos e vídeos pelo cliente”, afirma Tulio Dias Carvalho, diretor de Provedores da companhia.

Muitas seguradoras estão com plano de contingência na região. A Bradesco Auto/RE deu início a 31ª Operação Calamidade no dia 1 de julho. Por conta da urgência da situação, a operação tem como objetivo atender de forma mais célere o corretor e o segurado a partir de um processo de pagamento mais ágil do valor do seguro contratado. “A ocorrência de algum evento inesperado pode gerar perdas significativas. O seguro é uma opção para lidar melhor com imprevistos e proteger contra acidentes e danos”, diz Saint´Clair Lima, diretor da empresa.

Na Tokio Marine foram registrados até o momento 300 avisos de sinistros, a maior parte dos clientes de Empresarial, cujos prejuízos já estão sendo apurados pela organização. A companhia já acionou sua Área Comercial nas regiões atingidas para atender aos segurados. Entre as ações tomadas pela seguradora para minimizar os danos está a simplificação do processo de regulação e a elaboração de orçamentos em tempo mínimo. “O acionamento pode ser feito por telefone ou pelo aplicativo, canais de atendimento que também tiveram sua capacidade reforçada para uma atuação emergencial durante o período das ocorrências climáticas”, ressalta Adilson Lavrador, diretor Executivo de Operações, Tecnologia e Sinistros da empresa.

A Sompo Seguros acionou sua área de Sinistros e ampliou a realização de vistorias digitais por meio do atendimento via WhatsApp e Vistoria na Palma da Mão. Os canais de comunicação e envio de documentos da seguradora, como o novo Portal de Sinistro, que é um espaço no qual corretores e clientes podem acessar o sinistro e acompanhar suas atualizações em tempo real, estão funcionando normalmente. “Quando eventos de grandes proporções como esse acontecem, nossa equipe já implementa um plano de contingenciamento que visa dar atendimento prioritário aos segurados atingidos”, afirma Andreia Paterniani, diretora de Sinistros da companhia.

Na Liberty, a Fácil Assist, empresa de assistência da seguradora, já estava com sua rede de prestadores preparada para ações emergenciais, principalmente para cobertura de telhados. Os analistas da organização estão efetuando contato com clientes e corretores para realizar as regulações por meio de vídeo conferências. “Em qualquer tipo de ocorrência natural, a primeira e mais importante atitude que os segurados devem tomar é preservar suas vidas e tomar medidas para proteger seus bens, como, por exemplo, retirar itens expostos que podem ser levados com o vento e causar danos a casa ou outras propriedades”, ressalta Mario Cavalcante, diretor de Massificados da companhia.

Nicole Fraga
Revista Apólice

Deixe uma resposta