(FOTO: ClimaInfo)

A passagem de um ciclone pela Região Sul do Brasil causou muita destruição e prejuízo com o registro de imagens de prédios e casas sendo destelhados, árvores caídas sobre automóveis, queda de coberturas inteiras de estabelecimentos comerciais e vários outros danos.

O coordenador da Comissão Interna de Seguros Gerais do Sindicato das Seguradoras (Sindseg – PR/MS), Luiz Borba, informou que até a última quinta-feira, 02 de julho, houveram mais de 2.300 avisos de sinistros em todo o Paraná, com concentração em Curitiba e região metropolitana. “Principalmente destelhamentos em residências, comércios e empresas com alguns poucos registros de automóveis danificados”, disse Borba, informando que em algumas cidades do interior do Paraná também houve danos pontuais de grande proporção.

De uma maneira geral vem aumentando a consciência dos brasileiros sobre a necessidade de fazer também o seguro residencial e empresarial, além da proteção do automóvel, mas os índices ainda são baixos em relação a outros países. A estimativa é de que apenas 25% da frota circulante no país é segurada e 15% das residências e empresas têm seguro com cobertura de vendaval.

Apesar dos números ainda tímidos, o presidente da entidade, Altevir do Prado, afirma que houve um avanço significativo nos seguros patrimoniais no Paraná no primeiro quadrimestre deste ano. “Os seguros patrimoniais cresceram 24,5% no Paraná de janeiro à abril de 2020. É interessante observar que nos últimos meses contabilizados, março e abril, quando já estavam presentes os efeitos da pandemia, o crescimento dos seguros patrimoniais foi ainda mais acentuado, praticamente o dobro dos meses anteriores”.

De acordo com Prado, eventos como o “ciclone bomba” e sua repercussão na mídia normalmente provocam uma corrida momentânea pelos seguros patrimoniais. Mas segundo ele, “o ideal seria uma maior conscientização das sociedade no sentido preventivo, de enxergar o seguro como uma necessidade para a manutenção do patrimônio e continuidade das empresas”.

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O preço do seguro residencial no Brasil é relativamente atraente considerando o rol de garantias inseridas e serviços assistenciais. Dependendo das coberturas contratadas e do tipo de construção, custa em torno de 0,15% do valor do imóvel.

Já o custo do seguro empresarial (escritório, comércio e indústria) é mais difícil de precisar uma média em função da multiplicidade de variáveis, como ramo de atividade, sistema de prevenção, construção, localização, entre outros.

N.F.
Revista Apólice

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