Não somos mais os mesmos de quatro meses atrás. Se estamos reavaliando prioridades e ressignificando diferentes aspectos de nossas vidas, por certo ocorre o mesmo com as relações e dinâmicas sociais, sobretudo no ambiente profissional. Em alguns momentos, parece que muita coisa mudou, incorporamos novos hábitos, criamos outra rotina e nos reinventamos em alguns aspectos. Mas o que de fato estamos vivenciando é aceleração de processos e tendências que ainda levariam algum tempo para amadurecer e se tornar realidade em alguns mercados. A sensação é de que o futuro chegou mais rápido do que imaginávamos.

Fabio Lessa

O home office é um ótimo exemplo. Até então, apenas os segmentos ligados à tecnologia e inovação, ou as empresas mais moderninhas, adotavam este modelo. Agora, para depois da pandemia, esta passa a ser uma prática noradar de muitas empresas tradicionais que estão se estruturando para o “novo normal”;. As reuniões presenciais deverão passar a ser pontuais e em situações extremamente relevantes. E como fica o nosso negócio, que tanto dependia do contato próximo com o cliente? Isso não mudou.

Pelo contrário, a percepção de risco aumentou. A pandemia trouxe uma insegurança maior às pessoas, que passaram a se preocupar mais com a saúde, o bem-estar e a vida de seus familiares e entes queridos. E nosso mercado rapidamente se adequou para este momento: a pandemia nos mostrou que fizemos bem a lição de casa. Sabíamos que estávamos no caminho de ser digital, mas não imaginávamos o quanto já tínhamos avançado. Aqui na Capemisa, por exemplo, conseguimos manter as operações com uma infraestrutura tecnológica e sistemas na nuvem.

Nossa gerência de Treinamento e Desenvolvimento também conseguiu preservar a aproximação com nossos corretores parceiros, usando plataformas para interação e treinamento, sensibilizando-os e orientando suas abordagens, para que pudessem melhor atender a seus clientes, como consultores e especialistas que são. Todos eles também puderam permanecer trabalhando de forma remota, com autossuficiência, sem nenhum impacto para a comercialização.

Já o cliente, esse continua querendo mais eficiência, agilidade e rapidez. Isso também não mudou. Mas ele experimentou, nesse momento tão desafiador, novas formas de comunicação e conexões mais digitais, que pressupõem também um menor tempo de resposta. Os processos, com isso, precisarão ser ainda mais assertivos no mercado de seguros pós-pandemia, pois a transformação digital exige customização e dinamismo na entrega.

O potencial do nosso mercado é enorme no Brasil e vejo esse segmento ampliando modelos que estão sendo implementados agora. Estamos descobrindo oportunidades que trazem mais eficiência ao negócio, melhor nível de oferta de serviços, menor custo para o cliente final, mais conforto e qualidade de vida aos colaboradores e parceiros. É um (bom) caminho sem volta. Seja bem-vindo, futuro.

* Por Fabio Lessa, diretor comercial da Capemisa

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