EXCLUSIVO – Com a queda da atividade econômica e a perda de renda da população, um dos maiores desafios do mercado segurador será desenhar produtos mais adequados a uma nova parcela de consumidores. Riscos cibernéticos, microsseguro, novas coberturas no seguro residencial, coberturas para riscos climáticos devem em breve ser mais discutidos. Os mercados regionais tiveram voz no webinar promovido pela CNseg, com mediação do presidente da entidade, Marcio Coriolano.

Um ponto comum entre os presidentes de Sindseg’s regionais é que a crise é um momento de oportunidades. Novos produtos devem surgir a partir de novas necessidades. Com a queda do poder aquisitivo de pessoas e empresas, será um caminho natural a criação de produtos mais acessíveis. “O microsseguro como produto mais simples será um caminho para as seguradoras, principalmente para as regiões que possuem renda per capita menor”, disse Ronaldo Dalcin, presidente do Sindseg N/NE.

Todos acreditam que, de forma organizada, o mercado irá encontrar a melhor forma de atender as novas necessidades do setor: “Precisamos entender que hoje temos novas tecnologias que irão contribuir para tirar a ideia do papel. Precisamos idealizar, conceber, elaborar, vender e entregar os produtos. Os pontos que antes tornavam os produtos inviáveis, agora podem ser compensados”, classificou Marco Antonio Neves, presidente do Sindseg MG/GO/MT/DF.

SAIBA MAIS: Webinar debateu o impacto da pandemia na tributação das seguradoras

Mesmo com novos produtos, os executivos acreditam que a distribuição continuará nas mãos dos corretores de seguros e que o conhecimento destes profissionais será ainda mais valioso, pois o corretor conhece a necessidade de proteção do cliente. Alexandro Barbosa, presidente do Sindseg BA/SE/TO, ressaltou que “no Brasil, temos um grande potencial de consumo nas PME’s, mesmo com a saída de uma fatia considerável de mercado por conta da crise econômica. Precisamos trazer produtos mais adequados, simplificados, de tal forma que o corretor tenha capilaridade para buscar os clientes. Existe um universo para contratar”.

Rivaldo Leite, presidente do Sindseg SP, ressaltou que as seguradoras precisam manter seus esforços no sentido de conquistar novas vitórias. Ele citou uma resolução do Detran que, a partir da solicitação do Sindseg SP, passou a permitir que os documentos de veículos fossem assinados em domicílio durante a pandemia. Para ele, é um período para tentar pensar diferente: “o seguro para veículos novos caiu 90% durante a pandemia. Porém, haverá alguma recuperação. No pós-pandemia, andar se carro será uma forma de proteção contra aglomerações”.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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