A Minuto Seguros acabou de realizar um levantamento que mostra a elevação na procura por seguro residencial durante a quarentena em razão da pandemia de coronavírus, que teve início no mês de março.

Após o registro de aumento de procura por seguro de vida durante a pandemia, nos meses de março, abril e maio houve elevação também no interesse por seguro residencial. Na soma dos três meses citados, a busca pelo produto teve alta de 38% em comparação aos mesmos meses em 2019. De acordo com o CEO da empresa, Marcelo Blay, a maior demanda pelo produto tem relação com o maior período das pessoas em casa.

“Com boa parte das pessoas trabalhando em home-office durante a quarentena, aparece a necessidade de ter o apoio, por exemplo, dos serviços emergenciais, para poder contar com auxílio profissional em problemas corriqueiros com a garantia de ter uma companhia de seguros séria por trás. Com isso, há a percepção de que o produto tem um ótimo custo-benefício”, afirma Blay.

Além de possibilitar a realização de serviços emergenciais, como eletricista, encanador, chaveiro e reparos de linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar roupa e outros), o seguro residencial costuma surpreender os clientes quando seu valor é revelado, como destaca o executivo.

“O seguro residencial, assim como outros produtos do mercado, é desconhecido pelo público de maneira geral, que ainda tem a percepção que o seguro é caro quando na verdade é mais acessível do que se imagina. Por isso, quando o cliente se depara com tudo o que é oferecido entre coberturas e serviços, em comparação com o valor final, ele se surpreende positivamente”, diz Blay.

Valor gasto com serviços emergenciais ‘por fora’ e confiança no produto faz clientes procurarem seguro

O interesse pelos serviços emergenciais na procura pelo seguro residencial é impulsionado por dois fatores determinantes: a relação custo-benefício ante a contratação de profissionais para realizar cada serviço e a confiança em ter uma grande empresa por trás, no caso a seguradora, em que é possível acionar quando houver algum problema na casa. É o que explica Gabriela Ribeiro, consultora especializada em seguros de residência.

“Quando o cliente liga querendo contratar o produto, é comum contar casos como ter gasto R$ 200 com chaveiro só para abrir uma porta ou como o chuveiro que queimou de madrugada e ele não achou ninguém para consertar. Muitas vezes, o valor total do seguro, incluindo as coberturas e chamados de serviços emergenciais, custa quase o mesmo do que chamar uma única vez o chaveiro. A pessoa ainda leva em conta que a assistência do seguro é 24 horas e fecha a contratação sem pensar duas vezes”, afirma Gabriela.

Além de poder acionar os serviços emergenciais, as coberturas do seguro residencial também são um atrativo, como a de incêndio, raios e explosões, considerada básica e presente em toda apólice comercializada do produto. Roubo e furto, danos elétricos, impacto de veículos e danos causados pela natureza, como vendaval e granizo, estão entre as proteções que o segurado pode adicionar ao seu contrato.

Com essa mudança de cenário causada pela pandemia, a percepção da importância de outros produtos do ramo de seguros que vão além do automóvel tem tomado novas proporções, o que pode contribuir para a construção de um panorama promissor para o mercado no futuro, como analisa Blay.

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“O mercado de seguros no Brasil tem um potencial enorme. A parcela de pessoas e empresas que possuem algum tipo de seguro é muito pequena, na média talvez menos de 20%. Dada toda a incerteza trazida pela pandemia e a consequente necessidade de planejamento para o futuro, o seguro se encaixa perfeitamente como um elemento que reduz o risco e traz no seu bojo toda proteção necessária para enfrentar os infortúnios da vida”, ressalta o executivo.

* Dados relacionados ao aumento da procura por Seguro Residencial foram levantados na base de informações da própria corretora

N.F.
Revista Apólice

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