O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) anunciou ontem a celebração de um acordo de compra do Grupo Santa Mônica, marcando sua entrada com rede própria em Minas Gerais. A transação está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Fundado em 1993, o Grupo Santa Mônica atua em um agrupamento de municípios com mais de 1,1 milhão de habitantes, sendo destes 340 mil beneficiários de planos de saúde. A região tem forte presença das indústrias siderúrgica e têxtil, além de um relevante mercado local de consumo e serviços, resultado da capilaridade de suas PMEs.

O Grupo Santa Mônica possui uma carteira com cerca de 41 mil beneficiários na região (88% corporativo), com duas unidades hospitalares nos municípios de Divinópolis e Nova Serrana, totalizando 265 leitos, sendo 65 de UTI, e mais de 28 mil metros quadrados de área construída. O Santa Mônica conta também com um parque de imagem (com tomografia e ressonância magnética) e laboratório de análises clínicas, além de uma operação própria de serviços de hemodinâmica. Em 2019, apresentou um faturamento de R$ 89 milhões, com sinistralidade de 74%.

Com esta aquisição, o GNDI fortalece sua estratégia de aumentar a presença em diferentes estados, consolidando sua atuação nacional. Este movimento se iniciou em 2019 com a chegada na região Sul, nos estados de Santa Catarina e Paraná, após a compra da Clinipam e, no mês passado, do Hospital do Coração em Balneário Camboriú. O plano de integração prevê sinergias operacionais e a criação de uma nova regional da empresa no em MG.

“Queremos levar nossa experiência de atendimento a maior parte da população brasileira, com oportunidades de ganhos operacionais e administrativos, bem como relevante potencial de expansão regional, tanto orgânica quanto inorgânica”, destaca Irlau Machado Filho, presidente do Grupo.

A empresa conta com mais de 50 anos de mercado, auxilia 6,2 milhões de beneficiários e tem uma estrutura própria de atendimento que soma 23 hospitais, 87 centros clínicos, 14 unidades de Medicina Preventiva, 11 unidades de imagem diagnóstica e 62 pontos de coleta NotreLabs, o laboratório de análises clínicas do Grupo. A compra do Santa Mônica irá ampliar toda essa infraestrutura e agregar valor aos serviços já oferecidos aos beneficiários.

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Apesar do momento atípico e desafiador gerado pela pandemia do Coronavírus, que tem causado uma crise na saúde e na economia, a empresa tem mostrado que continua investindo. “Estamos muito confiantes em integrar o Santa Mônica à nossa estrutura por muitos fatores, mas em especial por termos uma grande sinergia no modo verticalizado de operar e nos resultados consistentes que a organização tem apresentado. Esta aquisição fortalece o nosso modelo de operação verticalizada, que garante nosso crescimento de forma sustentável e segura”, finaliza Filho.

N.F.
Revista Apólice

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