EXCLUSIVO – Na edição desta semana do “CNseg Webinars”, que ocorreu na manhã da última quarta-feira, 10 de junho, o presidente da entidade, Marcio Coriolano, deu mais uma vez espaço para que líderes do mercado abordassem os impactos da covid-19 nos setores regionais de seguros, vida e previdência, saúde suplementar e capitalização.

Os convidados do evento online foram os presidentes dos Sindicatos de Seguradoras do RJ/ES, Antonio Carlos Costa, diretor regional da HDI Seguros; do RS, Guilherme Bini, diretor Territorial Rio Grande do Sul da Mapfre; do PR/MS, Altevir Dias, superintendente executivo Regional do Sul da Bradesco Seguros; e de SC, Waldecyr Schilling, diretor comercial regional da Zurich Seguros.

Durante o webinar, as lideranças falaram sobre como cada região está lidando com o coronavírus, quais os impactos que as seguradoras associadas estão sentindo sob os negócios, como está sendo feita a distribuição dos produtos e qual é o novo comportamento dos clientes. Os executivos também falaram quais são as oportunidades oferecidas pela crise e os desafios que o setor irá enfrentar no pós-pandemia.

Costa falou sobre a situação dos estados do Rio e do Espírito Santo. O executivo afirmou que o RJ representa 10,4% da arrecadação nacional do mercado, sem considerar a saúde suplementar, e o ES 1,5%. Em abril, quando já havia iniciado o isolamento social, a região carioca sofreu uma queda de 19% na arrecadação quando comparada com o mês anterior. Na carteira de automóvel, houve baixa de 6,4% na arrecadação no RJ e de 4,5% no ES.

Dias afirmou que devido ao fato do Mato Grosso do Sul e do Paraná terem conseguido achatar a curva do número de casos da covid-19, houve uma baixa menos brusca do setor nas regiões. O seguro de automóvel teve uma queda de 3,5% na produção nos estados. Segundo ele, o que auxiliou para esse movimento foi a agilidade com que as seguradoras tomaram decisões, mudando suas equipes para o regime de home-office e adaptando o atendimento ao cliente para os meios digitais, não desamparando corretores e segurados.

Schilling disse que o estado Santa Catarina representa 4,1% do marketshare nacional e o Sul 17,4%. O executivo afirmou que no primeiro trimestre desse ano a região atingiu uma arrecadação de R$ 2,6 milhões, o que representa um aumento de 8,4%.  O segmento de danos e responsabilidades representou 30% da arrecadação e houve queda de na carteira de automóvel. Segundo ele, “a crise mostrou como o mercado de seguros estava preparado e a pandemia gerou a oportunidade de nos tornamos melhores profissionais para proteger a sociedade”.

De acordo com Bini, no primeiro trimestre o Rio Grande do Sul apresentou um crescimento de 15.5% quando comparado ao mesmo período em 2019. A região representa 7% do marketshare da arrecadação do mercado de seguros nacional e segundo o executivo, a carteira de seguro educacional cresceu em 34% em arrecadação, mas registrou um índice de sinistralidade 104% maior em comparação com 2019. “O cliente hoje é híbrido. As seguradoras que desejam garantir um futuro melhor depois da crise devem atender não somente o consumidor que adquire seus produtos de maneira digital, mas também aqueles que preferem os modos convencionais”.

Oportunidades

No evento, os executivos não falaram somente sobre as quedas sofridas pelo setor, mas também debateram as oportunidades que a pandemia está oferecendo. No Rio de Janeiro, por exemplo, a procura pelos seguros de pessoas, tanto nos planos de acumulação quanto nos planos de risco, aumentou por volta de 8% desde o início do ano e o seguro habitacional cresceu 4%.

No Espírito Santo, os destaques são o seguro patrimonial, que aumentou a arrecadação em 26%; transporte, 36%; e a capitalização, que cresceu 11% até o momento em 2020. No Paraná, o seguro rural teve crescimento de 18,7% no primeiro trimestre e o Garantia Estendida 44%. No Rio Grande do Sul a carteira de rural demonstrou alta de 31% e o seguro de pessoas 18,5% durante o 1º trimestre.  

O presidente da CNseg acredita que através desses números é que os corretores de seguros poderão procurar por oportunidades de vendas e, assim, aumentarem a carteira de clientes. “Toda crise tem prazo de validade. Nas três últimas recessões que a economia sofreu, o mercado de seguros não acompanhou e é nosso dever como seguradores não deixar que isso aconteça. Nunca houve um momento no qual as pessoas percebessem tanto os riscos que estão correndo como o que está acontecendo agora, por isso é nossa obrigação mantê-las protegidas”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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