ATUALIZADO DIA 01/06/2020 ÀS 15:10

EXCLUSIVO – Muitas coisas mudaram devido ao isolamento social, uma delas foi o sistema educacional. Diversas escolas e universidades ao redor do mundo tiveram que se adaptar e adotaram o sistema de Ensino a Distância, oferecendo plataformas e conteúdos online para que os alunos pudessem dar continuidade aos estudos. Com a diminuição da renda de muitas famílias por causa da pandemia, como é possível que esses estudantes continuem com acesso à educação?

Uma forma de garantir que estes alunos não fiquem sem estudar durante a quarentena é o seguro educacional. O produto auxilia na continuação dos estudos caso ocorra alguma eventualidade que venha a afetar a capacidade de pagamento da mensalidade por parte do contratante. Ele assegura o pagamento até o final do ciclo contratado, sem a necessidade de administração dos recursos de uma indenização comum de seguro de vida.

Entre as coberturas básicas, o seguro cobre as mensalidades caso o pagamento seja interrompido por alguma fatalidade, como a morte do contratante por causas naturais, acidentais ou invalidez permanente. Outra situação em que a proteção pode auxiliar é em caso de demissão ou afastamento do trabalho por doença adquirida em decorrência do mesmo.

Somente no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 443.876 pessoas já foram infectadas pelo vírus e 26.901 faleceram por causa da doença. Com tantas pessoas afastadas do trabalho, como será que está o índice de sinistralidade do seguro educacional?

André Serebrinic, diretor de Vida, Previdência, Capitalização e Odonto da Mapfre, afirma que a sinistralidade atual da Mapfre Seguros Gerais, que contempla o seguro educacional, é 64% maior quando comparada aos últimos 12 meses. O executivo reforça que “os seguros são ferramentas eficientes para garantir a saúde financeira e planejar o futuro, além de adaptáveis e aderentes aos mais diversos estilos de vida e necessidades. A contratação do seguro educacional demonstra o interesse da instituição, ou do responsável pelo aluno, em manter o estudante até o final do curso, mesmo diante de imprevistos”.

Já na Bradesco Vida e Previdência, o ramo educacional apresentou um índice de sinistralidade de 18% quando considerando o período entre 04/2019 e 03/2020. Segundo Bernardo Castello, diretor da companhia, ainda é cedo para fazer previsões e apontar tendências para a carteira. “Estamos focados em estudar a fundo o cenário atual e as consequências da pandemia, tanto na economia quanto na sociedade. Entretanto, acredito que exista uma propensão a um aumento da conscientização dos brasileiros sobre a relevância da educação financeira em geral e a necessidade de proteção”.

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Para evitar a perda de alunos e auxiliar os pais neste momento delicado, o Colégio Via Sapiens, de Cotia (SP), contratou, após o início da pandemia, uma apólice de seguro educacional, com prêmio pago pela escola. De acordo com Deborah Carvalho, uma das donas do Colégio, a principal vantagem de uma instituição oferecer o seguro é a construção de um melhor relacionamento com seu público. “Cultivamos um clima de transparência e confiança com nossa comunidade escolar e oferecemos um desconto para todos os alunos, proporcional para os diferentes segmentos, e em alguns casos, comprovadamente mais graves, negociamos descontos e/ou parcelamentos enquanto perdurar essa situação atípica. O mais importante neste momento é não deixar que as crianças interrompam os estudos”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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