A recente resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e
elaborada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), determinando a
divulgação das taxas de corretagem a partir de 1º de julho, é uma excelente
oportunidade para que os clientes reconheçam o valor dos serviços prestados pelos
corretores.

Renato Rodrigues

Embora algumas modalidades de seguros sejam tão padronizadas que permitem até sua automatização, há apólices que só podem ser feitas com o conhecimento, a
atenção e a capacidade de negociação de um profissional especializado. É o caso, por exemplo, dos seguros de grandes riscos e de especialidades. Neles, corretor e seguradora precisam avaliar com precisão o que efetivamente precisa ser segurado e em quais condições. A complexidade dos riscos subscritos exige profissionais com
profundo conhecimento de detalhes muito específicos.

Em uma economia em acelerado processo de mudança, nem sempre há dados
históricos disponíveis para novos fatores estruturantes, como a crescente
automatização da produção ou o uso mais disseminado da inteligência artificial.
Paradoxalmente, esse cenário exige cada vez mais o fator humano.

Assim como na elaboração de uma apólice, o risco é precificado, além do talento do
corretor pois seu conhecimento e experiência têm valor e preço. Mais que baixar as taxas
pela maior concorrência que a transparência gerará, essa medida deve gerar maior
consciência sobre o valor do trabalho do corretor na estruturação e manutenção de
um programa de seguro.

Além de colocar seu conhecimento à disposição do cliente, o corretor batalha por ele
junto às seguradoras. Este é um ponto que não pode ser esquecido: o corretor é
aquele que defende o consumidor junto à seguradora. Ele assessora o segurado na aquisição do programa de seguros, avaliando se o clausulado atende suas reais necessidades e provê a cobertura que o beneficiário precisará em caso de sinistro e buscando melhores condições de negociação.

Profissionais altamente qualificados são essenciais ao mercado de seguros, especialmente no desafio de segurar riscos que ainda não conhecemos e que estão emergindo, são complexos ou grandes riscos, uma parte relevante e crescente em nossa indústria.

A transparência sobre seu valor, em todos os sentidos da palavra, é salutar para a
relação com o cliente e com a seguradora.

* Renato Rodrigues é regional leader da AXA XL para a América Latina

1 COMENTÁRIO

  1. “determinando a divulgação das taxas de corretagem a partir de 1º de julho, é uma excelente
    oportunidade para que os clientes reconheçam o valor dos serviços prestados pelos
    corretores.” Isso ai só pode ser brincadeira. Desde quando segurado quer saber de valor de serviços? os caras querem preço, valor economizado no bolso, seus animais.

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