(Divulgação) Jorge Nasser

EXCLUSIVO – O webinar realizado ontem (13) pela CNseg contou também com a participação do presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), Jorge Nasser. Neste momento tão intenso para as seguradoras da área de benefícios, elas demonstraram sensibilidade ao aceitar cobrir os eventos provocados pandemia de Covid-19. Na teoria, os riscos de pandemia estão excluídos das apólices de seguros.

O executivo disse que enfrentamos, neste momento, duas pandemias: a de Covid-19 e a de projetos de leis, em várias esferas, que afetam diretamente o mercado de seguros. Existem mais de 4800 leis ou projetos de leis que podem atingir diretamente o setor.

Segundo Nasser, é preciso enxergar em algumas dimensões diferentes: a primeira, é a de produtos, principalmente para identificar quais serão mais sensíveis para os clientes neste momento e no pós-pandemia. “Será que o foco do consumidor será em riscos de novas pandemias, que preço ele pagará por este produto?”, questionou, acrescentando a dúvida de saber se o risco por morte em pandemia vai se sobrepor ao risco de morte por outras causas.

Outra dimensão é o risco comercial, porque com a quarentena as pessoas estão se acostumando a resolver necessidades em plataformas online. “Será que no novo normal os negócios serão centrados em plataformas digitais?”, perguntou. A digitalização não é sinônimo de desintermediação, com o corretor com mais responsabilidade em relação às demandas do cliente, como agente de transformação social. O mercado deve ser digital na solução dos problemas práticos do dia-a-dia.

A terceira dimensão está ligada ao regulador (Susep), em sua capacidade de realizar a gestão do risco do sistema em seu aspecto mais amplo, levando em conta as questões de solvência e as provisões técnicas. “O mercado deverá ser muito ético também na gestão dos recursos para garantir o compromisso com as gerações futuras”, sentenciou Nasser.

O fundamental deste momento é entender que precisamos preservar as instituições, os direitos e avançar no que for possível em um momento de exceção. “Vamos precisar de tempo, entendimento e diálogo para provocar mudanças. A Susep tem sido sensível e estamos juntos na nova forma de oferecer soluções para o novo consumidor que vai precisar como nunca do mercado segurador”.

Sobre o corretor de seguros, Nasser foi categórico: é preciso fidelizar o cliente. “Todos sabem que o corretor preocupado em colocar produtos no mercado está fadado ao fracasso”, garantiu. Para o presidente da Fenaprevi, o corretor deve colocar benefícios para os clientes. Mais importante do que oferecer, é o cliente saber da existência do benefício. “A história será implacável para aqueles que faltarem com a responsabilidade, neste momento, assim como para aqueles que olharem apenas para o curto prazo. Não vai ser fácil”, concluiu Nasser.

O webinar “Produtos de Seguros Pós-Covid-19: Adaptação ou Revolução?” foi promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras e contou com a mediação do presidente da entidade, Marcio Coriolano.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

 

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