EXCLUSIVO – As renovações de apólices de seguro, por enquanto, estão mantendo os ganhos essenciais de alguns corretores de seguros. Entretanto, como prestadores de serviços de qualquer área, é necessário também buscar formas de atrair uma nova parcela de consumidores. Em tempos de quarentena, o único meio disponível é o eletrônico.

Márcio Magnaboshi, fundador da agência MM2G, afirma que sua própria empresa conseguiu angariar alguns clientes novos nestas últimas três semanas, porque passaram a fazer uma divulgação maior, com mais presença nas mídias sociais. “Entretanto, não basta sair postando as coisas. É interessante ter uma presença estratégica, planejada”.

Marcio Magnaboshi, da MM2G

Quando as pessoas começam a entender os custos envolvidos neste tipo de assessoria, elas percebem que o investimento pode ser absorvido por pequenos negócios, de maneira sustentável. “O segredo é o empreendedor, de forma geral, divulgar mais o seu negócio, com um plano que envolva início, meio e fim, com consistência sobre o que ele deseja divulgar e sobre qual público ele quer atingir”, ensina Magnaboshi.

A mensagem para os clientes potenciais deve ser clara, esclarecendo o que é o serviço prestado ou a solução que está sendo oferecida, qual é o seu objetivo. “Depois, a abordagem pode ser menos publicitária e mais assertiva, através de mensagem direta, por e-mail, whatsapp, videoconferência, para mostrar como o produto ou serviço pode ajudar o cliente, tangibilizando o que está sendo oferecido”, esclarece o sócio da MM2G.

Outra estratégia importante é fornecer opções de contrato para os consumidores. “Parcelamento mais longo, combos de produtos (básico, intermediário, ouro) fazem o produto ou serviço caber nas condições dos clientes. Não precisa ser sofisticado, pode ser apenas a partir de alguma ação. O empresário tem que fazer isso. Se puder fazer de forma estruturada com plano e tática, o resultado pode ser ainda melhor”, prevê Magnaboshi.

Paulo Viana, da Conteúdo F

Paulo Viana, CEO da Conteúdo F, explica que criar relevância para a mensagem transmitida é fundamental. Ele acredita que este é o momento do conteúdo, no qual as empresas podem aproveitar o seu conhecimento para transformá-lo em informação. “Não necessariamente precisa ter uma verba de marketing envolvida. Às vezes, as informações são trabalhadas pelas própria equipe ou empreendedor, apresentando ao público informações da sua área, que possam colaborar com a sociedade de alguma forma”.

Durante a quarentena, a Conteúdo F criou a campanha Conteúdo Solidário e está elaborando vídeos para apoiar causas sociais, como doação de sangue, comerciantes locais e violência doméstica, por exemplo.

 

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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