EXCLUSIVO – Durante a quarentena ocasionada pela pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas tiverm que adaptar sua rotina e mudar os hábitos de consumo, optando por fazer compras pela internet para evitar aglomerações e a disseminação da doença. Acompanhando esse movimento, lojas  físicas tiveram que migrar para o e-commerce como uma tentativa de continuar vendendo seus produtos.

Segundo uma pesquisa realizada pela Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, só no período da Páscoa o faturamento do varejo digital cresceu 64%, atingindo R$ 3,2 bilhões. O aumento pode ser explicado pelo maior volume de pedidos feitos pela internet: ao todo, foram 8,8 milhões de compras, um índice 89% maior do que em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mas, com o crescimento do número de compras online, também eleva-se o risco de consumidores e varejistas terem seus dados roubados na internet. De acordo com relatório da consultoria de estratégia Oliver Wyman, desde março cresceram em 700% os ataques de phishing no mundo. As fraudes nas transações também estão aumentando devido ao fato de que muitas companhias não possuíam instrumentos de defesa cibernética suficientes para responder ao aumento repentino no volume de operações.

Com a finalidade de evitar que isso aconteça, é fundamental contar com uma proteção caso o banco de dados de uma empresa seja invadido. Uma boa solução é o seguro para riscos cibernéticos, que entre suas coberturas cobre danos como Responsabilidade Civil por atos de violação, despesas de substituição de ativo digital, ameaça cibernética e lucros cessantes. Para Fernando Saccon, head de Linhas Financeiras da Zurich, “o seguro entra para ajudar na proteção de dados e para evitar eventuais perdas financeiras devido à violação de privacidade ou de segurança de informações”.

Para não ser pego de surpresa, o empresário precisa ter uma estratégia contra crise montada e já testada. Dessa forma, a resposta contra qualquer imprevisto passa a ser mais rápida para todas as pontas e o prejuízo é minimizado. O que o lojista precisa ter em mente é que, devido ao alto índice de navegação nos sites das varejistas durante o período de quarentena, é que todos os negócios estão expostos, independente do tamanho da empresa.

De acordo com Marta Schuh, superintendente de Cyber da Marsh Brasil, “o varejo e empresas que ofertam serviços on-line são os principais targets de cyber criminosos, ficando atrás apenas de instituições financeiras. Além de transitarem em um vasto montante de dados que têm grande valor na deepweb, lojas online dependem da disponibilidade de suas webpages para realização das atividades comerciais. Um incidente cibernético pode comprometer os dados sigilosos coletados de seus clientes, o que pode resultar em ações por parte do MPF ou órgãos reguladores como o IDEC ou Procon”.

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Mas há maneiras de prevenir que esses ataques aconteçam. Segundo Mauricio Bandeira, gerente de Linhas Financeiras e RC da Aon Brasil, investir em ferramentas de proteção (como, antivírus, por exemplo), atualizar os sistemas operacionais da empresa e capacitar colaboradores para que não caiam em nenhum tipo de armadilha é fundamental. “Montar um plano de continuidade de negócios e investir nessas pequenas ações é necessário para que a empresa consiga se proteger, proteger o cliente e ainda manter suas vendas sem correr nenhum risco”, ressalta o executivo.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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