A Amil acaba de estender o atendimento por meio da telemedicina para os seus beneficiários em todo o país. Com a ajuda da tecnologia, a operadora de planos de saúde expande sua capacidade para atender 6 mil pessoas por dia. Inicialmente, 360 enfermeiros e médicos estão disponíveis para orientações emergenciais de saúde 24 horas por dia. A empresa segue investindo na ferramenta para, nos próximos dias, disponibilizar consultas com hora marcada, por vídeo, com médicos e outros profissionais de saúde de sua rede própria e credenciada, também disponível para 100% de seus usuários.

O serviço tem como canal de entrada o Amil Ligue Saúde (0800-073-2121), em que enfermeiros fazem uma triagem inicial para identificar questões relacionadas ao estado de saúde do paciente e esclarecer dúvidas. Desde março, quando esse modelo de atendimento foi lançado, mais de 70% dos casos foram resolvidos nesse primeiro contato. Os demais 30% receberam um link por SMS ou e-mail para um atendimento por vídeo com um médico. Com duração média de 10 minutos, o paciente recebe orientações específicas de tratamento, podendo inclusive ser encaminhado para um pronto-socorro.

Para Daniel Coudry, CEO da companhia, essa tecnologia já é uma realidade. “As evidências de nossa própria experiência e de diversos países demonstram claramente que a telemedicina estimula o acesso correto aos serviços de saúde, melhorando sua organização e eficiência e, ainda, evitando desperdícios. Tudo isso gera benefícios aos clientes, com melhor desfecho e satisfação. Neste momento que estamos atravessando, tornou-se uma ferramenta fundamental.”

O diretor Clínico da operadora, Fernando Pedro, reitera que o atendimento virtual amplia o acesso ao sistema de saúde e traz grande conveniência ao cliente, evitando deslocamentos e esclarecendo dúvidas de forma pessoal e imediata. “Nós capacitamos nossas equipes para garantir um alinhamento entre conhecimento técnico e atendimento humanizado. Investimos em capital humano e tecnologia para garantir diagnósticos precoces, orientações e encaminhamento correto de várias condições clínicas, de maneira a contribuir para evitar aglomerações e idas desnecessárias a unidades hospitalares”, afirma o executivo.

Atuando no atendimento virtual há quase um mês, o médico de família Leonardo Abreu revela que se surpreendeu com a adesão positiva dos pacientes, inclusive dos mais idosos. “A telemedicina ajuda a evitar as idas ao pronto-socorro em casos de baixa complexidade, reduzindo o risco de exposição a doenças como a covid-19. Se o paciente precisar, posso enviar um atestado de afastamento por e-mail e até mandar uma receita médica diretamente para as maiores redes de farmácias para que ele compre seu medicamento, informando seu CPF. É tudo muito simples e tenho recebido muitos retornos positivos, inclusive dos idosos. A maioria já está habituada a conversar por vídeo do celular, então se relacionam bem com esse modelo de atendimento”, explica.

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A empresa já oferecia desde o ano passado um serviço de atendimento médico por videoconferência para um grupo de 160 mil clientes, por meio do Hospital Albert Einstein. No novo modelo, o serviço é oferecido pela própria operadora, com médicos contratados diretamente pela companhia. Em edição extraordinária do Diário Oficial da União, o Ministério da Saúde autorizou o uso da telemedicina durante a pandemia de coronavírus para atendimentos desde 23 de março. Poucos dias antes, a prática já havia sido validada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

N.F.
Revista Apólice

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