Depois de termos estruturado novas rotinas internas, com 100% dos nossos colaboradores em home office e a operação estável no modelo remoto, a dedicação é total em pensar em soluções específicas para este momento.

Estamos estudando possibilidades de adequação de soluções, mas esse tipo de ação requer um pouco mais de tempo. Então fica a pergunta: como podemos ajudar nossos clientes agora?

Em tempos de pandemia nenhuma resposta é simples e conclusiva, mas nós que trabalhamos com riscos sabemos há medidas capazes de contribuir para que os
problemas não sejam ainda mais graves.

Pensando nisso, estamos trabalhando junto aos corretores e estreitando nossa
comunicação para estabelecer recomendações de valor a nossos clientes. Nesse
momento, prevenção é a palavra-chave.

Igor Di Beo

É nosso dever ajudar os clientes para que os prejuízos não sejam agravados. Por exemplo: imagine um canteiro de obras paralisadas. Com a suspensão da rotina no
local, materiais e equipamentos podem ser alvo de saques, depredações ou até mesmo de desgaste por falta de uso e manutenção. Não basta interromper a
obra, é preciso fazer um plano de descontinuidade da operação para evitar problemas e para que o retorno às atividades possa acontecer da forma mais rápida
possível.

Numa escala menor: pense em uma academia que interrompeu o funcionamento.
Temos a oportunidade de contatar o cliente para propor um check-list de fechamento, que vai do trancamento de portas e janelas, acionamento de alarmes, desligamento de equipamentos para evitar danos elétricos, até sugerir uma rotina de cuidados com equipamentos, o que inclui a continuidade das rotinas de limpeza e lubrificação dos equipamentos de musculação e exercícios aeróbicos.

Esses são apenas alguns exemplos do que pode ser feito. Tenho certeza que cada corretor, conhecendo a especificidade do negócio do cliente, vai poder fazer recomendações mais específicas e eficazes.

Este não é o momento de cruzar os braços e esperar a pandemia passar. Temos uma oportunidade importante de trabalhar a cultura da prevenção de riscos. Neste momento prevenção está em alta. Precisamos aproveitar isso e expandir nossa consciência em relação a riscos de maneira mais ampla.

* Igor Di Beo, diretor de Subscrição e Sinistros da AXA no Brasil 

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