A receita anual do setor segurador apresentou evolução nominal de 12,1% em 2019, sendo a maior taxa desde 2012, totalizando R$ 270,1 bilhões sem contar a saúde suplementar e o DPVAT. Descontada a inflação, o crescimento foi de 8,1%. Essa recuperação se deveu ao crescimento real apresentado por todos os segmentos avaliados pela publicação Conjuntura CNseg.

Os destaques foram os seguros de Pessoas (15%), favorecidos pela alta de 13,9% dos planos de riscos e de 16,8% dos planos de acumulação; Capitalização (13,8%), Responsabilidade Civil (19%), Rural (15,6%), Habitacional (12,5%) e Patrimonial (10,9%). “Esse desempenho superlativo comprova que a atividade seguradora, longe de ser obsoleta, responde positivamente, e com rapidez a estímulos econômicos e sociais, ainda que tímidos. O pano de fundo é a crescente preferência da população pela proteção contra riscos, o aumento da confiança de empresas e famílias nas seguradoras, o avanço tecnológico que permite velocidade da inovação em produtos e serviços e a ampliação da concorrência intrassetorial”, declara o presidente da Confederação, Marcio Coriolano.

Em editorial assinado na nova edição da publicação, Coriolano afirma que o crescimento apresentado por diversos ramos de seguros demonstra também que o setor cumpriu sua missão de desonerar o Estado de gastos para o amparo à sociedade. “Em 2019, considerando-se a expansão em todos os segmentos de seguros, o setor foi mais decisivo em contribuir para a proteção de rendas e patrimônios ameaçados pela queda do rendimento médio do trabalho, pelo desemprego em níveis altos e pela estagnação do produto de amplos segmentos produtivos”, diz.

O tom de aquecimento dos negócios puxou o montante das provisões técnicas, que garantem os riscos assumidos pelo sistema, elevando-as a inéditos R$ 1,11 trilhão. Essa montanha de dinheiro fortalece a economia doméstica e dá lastro para financiar a dívida pública.

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Sobre 2020, Coriolano afirma que “os fundamentos econômicos, notadamente inflação controlada e ancoragem da taxa de juros, parecem prenunciar maior diversificação da demanda por seguros, embora, com essa base expansionista forte observada em 2019, o setor precisará crescer para apresentar resultado equivalente ao já obtido. O cenário neste ano corrente dependerá crucialmente do aumento do PIB para abrir espaço à recuperação de ramos de seguros caudatários da produção industrial, que é o caso dos grandes riscos patrimoniais. Dependerá também do incremento da renda pessoal e do emprego, combustíveis da demanda por produtos básicos patrimoniais, cobertura de vida, previdenciários, saúde suplementar e capitalização”.

N.F.
Revista Apólice

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