EXCLUSIVO – São Paulo amanheceu ilhada nesta segunda-fera. Assim como já havia acontecido com Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a capital paulista enfrenta as consequências de uma chuva que precipitou, em apenas 3 horas, 50% do volume de água esperado para o mês de fevereiro inteiro.

A previsão ainda é de chuva para os dois próximos dias. Por isso, é necessário manter-se atentos aos perigos das vias alagadas. A preservação da vida é sempre o mais importante.

Algumas seguradoras estão divulgando informações sobre como se proteger em casos de alagamento. A Mapfre informa que é fundamental que os condutores estejam atentos para enfrentar pontos de alagamento, lâminas d’água, excesso de trânsito, semáforos apagados e queda de árvores.

O superintendente técnico automóvel, Rogerio Hashimoto, lembra que dirigir na chuva é perigoso, principalmente quando há risco de aquaplanagem. “Nesse caso, a formação de poças sobre o asfalto faz com que a via fique escorregadia, reduzindo o contato do pneu com o solo. Com isso, o tempo de frenagem do veículo aumenta, assim como a possibilidade de derrapar.”
Em caso de enchente
Para não perder o controle do automóvel, a orientação é nunca frear bruscamente ou em curvas nem acelerar demais. “O condutor deve observar o rastro dos pneus do carro à sua frente, se ele sumir muito rápido, é sinal de que há água em excesso na pista.”
O motorista deve redobrar a atenção ao transitar por áreas atingidas por fortes chuvas. “A primeira atitude consciente é diminuir a velocidade, ficando 30% abaixo do limite permitido na via, essa simples ação já evita as colisões leves no trânsito. Manter uma distância segura do veículo à frente se torna ainda mais importante”, afirma Hashimoto. “Claro, se a visibilidade estiver comprometida e houver dificuldade na condução, o melhor é buscar um local seguro para estacionar.”

Em situações de inundação ou enchente, o condutor deve analisar a altura da água em relação ao veículo. Não é recomendado atravessar trechos em que o alagamento esteja superior à altura de metade das rodas do carro. Caso seja possível a travessia, deve ser feita com a primeira marcha engatada, mantendo a velocidade contínua.

Na parte elétrica, toda tecnologia embarcada pode ser afetada, como módulos, conectores, sensores, conectores, faróis, lanternas, entre outros. Os estofamentos também podem ser atingidos.

“Em primeiro lugar, é preciso deixar claro, que na Bradesco Auto/RE, o segurado do produto automóvel tem garantia plena em casos de intempéries, como chuva, vento ou queda de árvore sobre o veículo. Isso está no pacote básico de coberturas. Existe um grupo de fenômenos excludentes, mas que não se aplicam em situações comuns no Brasil, como vulcão, terremotos, maremotos”, explica Saint’Clair Lima, diretor técnico e de produtos da Bradesco Auto/RE.

“Há umas dicas de segurança importantes: o limite para atravessar um alagamento é quando a água está no máximo até metade da roda. Em caso de travessia, mantenha a primeira marcha e o motor sempre cheio (a rotação alta do motor). Dose o pé esquerdo na embreagem, para que o carro não peça segunda marcha, e tente manter a rotação em uma faixa fixa. Nunca entre correndo na água. Isso pode formar uma onda sobre a frente do veículo, que pode invadir a entrada de ar do motor e causar calço hidráulico. Caso não conheça a via, não atravesse, pois ela pode conter buracos e outros obstáculos encobertos pela água. Se a água subir muito rapidamente, procure um local mais alto, desligue o carro e proteja-se. Nunca tente dar a partida se o carro morrer dentro d’água, pois o motor pode aspirar água e ser danificado” esclarece o executivo.

O Porto Seguro Auto conta com um atendimento 24h, incluindo serviços de guincho. Logo, o segurado que necessitar pode procurar o seu corretor ou acionar ajuda via WhatsApp no número 3003-9303, pelo Chat on line no site; no app da seguradora ou pelos telefones 3337-6786 (Grande SP e RJ) e 4004-76786 (Capitais)

O seguro cobre?

O padrão de cobertura dos seguros automotivos é a compreensiva. Isso quer dizer que, se o proprietário contratou o serviço e não requisitou mudanças, seu seguro irá cobrir colisão, abalroamentos, roubos e eventos da natureza. Dentre estes, incluem-se os alagamentos e enchentes, enxurradas, chuvas de granizo, quedas de árvores e muros e deslizamentos de terra.

Existem exceções para a cobertura dos eventos da natureza. O motorista não deve insistir em atravessar regiões alagadas com seu veículo, pois isso pode levar à perda da cobertura. As seguradoras podem entender que o segurado criou o risco e, por isso, quaisquer danos gerados seriam de sua responsabilidade.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

Deixe uma resposta