Quando chegou à Ikê Assistência Brasil como CEO, em 2012, Marusia Gomez tinha desafios: manter a cultura da diversidade presente no dia-a-dia da empresa e entregar resultados que consolidassem a multinacional mexicana.

Nos seus sete anos de empresa, o quadro de colaboradores cresceu 572%, indo de 55 para 370 empregados e acompanhando a evolução da organização no Brasil. A companhia passou a oferecer anualmente 350 mil serviços, que incluem atendimentos emergenciais de automóvel, residencial, concierge, serviços de reparo, saúde, pet, entre outros. Sem falar do avanço nos ingressos (novos clientes) que são revertidos em receita para a instituição e aumentaram 700% nesse período, e o turnover que atingiu o índice de apenas 4%.

Marusia Gomez

“Foi preciso adotar políticas sólidas de igualdade de gênero em todos os níveis da companhia e, em paralelo, coordenar planos de negócio robustos para crescer em um mercado tão competitivo como este”, destaca Marusia.

Ela comanda um quadro de funcionários composto 68% por mulheres, as quais ocupam 59% dos cargos de supervisão, coordenação, gerência e diretoria. “Um número cada vez maior de empresas trabalha ativamente para diminuir as disparidades entre os gêneros. Pesquisas recentes comprovam que ter mulheres em cargos estratégicos é importante para promover mudanças reais no trabalho, instigar a criatividade e somar bons resultados”, ressalta a executiva.

É o que afirma o relatório “Mulheres na gestão empresarial: argumentos para uma mudança”, da Organização Mundial do Trabalho (OIT). Segundo o documento, companhias com mulheres em postos de liderança têm melhor desempenho nos negócios. No estudo, que se baseia em uma pesquisa com 13 mil empresas de 70 países, 71% das organizações brasileiras que participaram afirmam que ter iniciativas pela diversidade e igualdade de gênero aumenta os resultados financeiros.

N.F.
Revista Apólice

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