A área da saúde começa a se adaptar com as novas demandas da transformação digital e passa a utilizar dados a fim de trabalhar de forma preventiva, tratando de fato a saúde dos beneficiários e não a doença.

A tecnologia de análise de grandes volumes de dados já vem mostrando resultados em grandes prestadores de saúde e seguradoras. Por exemplo, um plano de saúde pode mensurar todas as idas de um paciente a um pronto socorro. Se a análise de dados é bem feita, essa ida recorrente ao PS pode disparar um alerta para um médico analisar o caso e também um alerta para o paciente, a fim de agendar um atendimento de emergência com esse especialista. Após receber o atendimento personalizado, o paciente recebe o diagnóstico de uma doença crítica, mas que por estar em estágio inicial pode receber um tratamento adequado e eficiente.

Essa história é um caso real e mostra como o uso de dados de forma proativa e a boa gestão da jornada do beneficiário podem, além de salvar vidas, reduzir custos de tratamentos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O aumento da expectativa de vida do brasileiro, que chegou a 76,3 anos em 2019, de acordo com dados do IBGE, mostra que cada vez mais as pessoas estão preocupadas com prevenção e promoção da saúde.

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Para que os planos de saúde consigam gerenciar o relacionamento com seu cliente de forma personalizada e em escala, é necessário utilizar a tecnologia, e, principalmente, a análise de dados. Apenas dessa forma é possível fazer a gestão da jornada do paciente de forma completa, desde a central de relacionamento até o atendimento clínico.

Seguradoras e hospitais podem otimizar serviços e melhorar a experiência de seus clientes e pacientes com a utilização de plataformas de dados acionáveis. “Percebemos que a área da saúde tem muitas oportunidades para a análise de dados, isso porque muitas das informações já são registradas e armazenadas, mas ainda não são utilizadas de forma assertiva a fim de gerar ações preventivas nos beneficiários. É preciso começar a utilizar os dados de forma acionável”, explica Mateus Pestana, CEO e cofundador da SenseData.

Prevenção de eventos clínicos críticos a partir da análise de dados

É possível perceber que a análise de dados e a tomada de ação é muito benéfica para o paciente, que pode receber um diagnóstico adequado e seguir com o tratamento correto. Mas, esse investimento em centralização e análise de dados também é muito vantajoso para os planos de saúde, convênios e seguradoras, sempre respeitando a regulamentação e a anuência do cliente, é claro.

A ação proativa do plano de saúde reduz as custosas idas do paciente ao Pronto Socorro. Além disso, ao identificar a doença ainda em estágio inicial, evita-se outros gastos com internações ou cirurgias. Isso prova que o investimento em tecnologia e análise de dados é uma forma de reduzir custos e aumentar a qualidade de vida e experiência dos beneficiários.

N.F.
Revista Apólice

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