(FOTO: Getty Images)

Em um ambiente de trabalho cada vez mais dinâmico e competitivo, riscos de todos os tipos são um aspecto frequente no dia a dia corporativo, em maior e menor grau. Com a infecção causada pelo coronavírus (2019-nCoV), que segundo informações se espalhou a partir da região de Wuhan (China) em dezembro de 2019 e, agora, chegou a quatro continentes, a Zurich sugere que as empresas tomem medidas para limitar a exposição dos colaboradores a esse vírus com risco de vida.

Como qualquer surto de doença, as informações sobre o coronavírus estão mudando rapidamente e as referências recentes devem ser monitoradas com frequência para obter informações atualizadas. “Há preocupações sobre o vírus se tornar uma ameaça pandêmica. Considerando que a China é o parceiro econômico mais importante do Brasil, o que certamente resulta em muitas viagens de negócios entre os dois países, nossa exposição pode ser maior e precisamos ser mais precavidos”, diz Carlos Cortés, Head de Engenharia de Riscos da seguradora.

Para reduzir a exposição a esse vírus, a empresa considera algumas medidas importantes a fim de proteger os colaboradores, como reavaliar a real necessidade de viagem das pessoas para as áreas afetadas. “As tecnologias de colaboração remota são muito confiáveis e têm altos níveis de segurança de informação, o que as faz ótimas alternativas para continuar os negócios entre os países”, afirma Cortés.

Para os colaboradores que já estão no local contaminado, é recomendável que sigam todas as indicações das autoridades sanitárias, além de reforçar as práticas de limpeza, como lavar as mãos frequentemente, usar desinfetantes, evitar tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos sujas, evitar aglomerações de pessoas e contato com doentes. No Brasil, as empresas devem trabalhar na prevenção, mantendo todos informados sobre a doença e seus sintomas, monitorando o estado de saúde dos colaboradores que tenham viajado à China recentemente e reforçando as práticas de higiene pessoal nos escritórios.

Leia mais: Seguro viagem pode não cobrir afetados pelo coronavírus

O executivo também ressalta que, eventualmente, segundo a evolução da doença, as empresas devem evitar reuniões de muitos colaboradores num único espaço. O momento desse surto coincide com o pico da gripe sazonal e com o período do Ano Novo Lunar, quando muitas pessoas viajam pelo país e pelo mundo. O vírus afeta mais severamente pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes, câncer e doenças pulmonares. Por isso, as organizações devem avaliar se a viagem é necessária e optar por fazer as negociações remotamente.

Caso a viagem seja imprescindível, é extremamente importante:

– Consultar o médico sobre vacinas e problemas de saúde antes da viagem.
(NOTA: Não há vacinação ou terapia profilática para 2019-nCoV.)
– Estar preparado para participar da triagem secundária, tanto em Wuhan, como no seu retorno.
– Praticar precauções especiais, já citadas acima, antes, durante e após a viagem.
– Evitar o transporte público ou áreas lotadas, sempre que possível, para evitar contato próximo com pessoas potencialmente doentes.
– Trabalhar remotamente por até 14 dias após seu retorno da China.

Se o funcionário desenvolver algum sintoma, ele não deve ir ao trabalho. Deve procurar atendimento médico imediatamente e usar uma máscara cirúrgica para minimizar a possível propagação da doença.

Assim como a Zurich tem orientado as empresas e parceiros de negócios, ela também implantou medidas internas para orientar e proteger os seus colaboradores.

N.F.
Revista Apólice

Deixe uma resposta