Resultado da primeira parceria entre a Thinkseg e a Generali, o seguro auto Pay Per Use (PPU) chega ao Brasil. A contratação é toda on-line. Foram seis meses de testes com usuários na cidade de São Paulo até o produto ser oferecido ao mercado nacional, com cobrança diferenciada. A pessoa paga o seguro por cada quilômetro rodado. O serviço também inova no formato de contratação e de cancelamento ao seguir o padrão das assinaturas das plataformas de séries e músicas on-line. Toda tecnologia foi desenvolvida pela startup e implementada junto com a seguradora.

“O consumidor não quer mais perder tempo para contratar seguro, acionar serviços, discutir reparos e indenizações. Procura facilidade e produtos feitos para ele. Reduzimos questionários de quatro dezenas de questões para poucas perguntas. Assim, a contratação passou de cerca de 20 minutos para 2 minutos em ambiente online. Essa simplificação só foi possível a partir da algoritmos de análise de dados da pessoa e do veículo”, diz o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

“Outro desafio foi deixar o processo de contratação 100% online ao cliente, desde cotação, vistoria, pagamento. Tudo o mais fluido possível, atendendo os requisitos necessários para uma precificação correta”, completa o executivo.

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O seguro PPU aceita veículos com valor mínimo de R$ 20 mil e máximo de R$ 300 mil, presentes na tabela Fipe, de acordo com a política de aceitação da plataforma. Os modelos de autos podem ser nacionais e importados, com ou sem blindagem, em todo o território nacional.

Em função das parcerias, o produto conta com cerca de quatro mil oficinas, mais uma rede para atendimento de serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e reparos gerais (vidro, farol, lanterna, retrovisor e para-choque).

Na modalidade, um carro popular 2019, listado entre os mais vendidos no Brasil, com preço até R$ 80 mil e que roda até 10 kms todo dia, paga em torno de R$ 100,00 de assinatura mensal e mais 0,05 centavos por km rodado. Os centavos variam conforme a localização do motorista. De acordo com o exemplo, se o aplicativo mostrar 300 kms rodados no mês, o motorista, com residência em uma área nobre da cidade de São Paulo, vai pagar R$ 115,00 na assinatura mensal do seguro.

“Quem roda pouco com o carro, deve pagar menos seguro. Tem gente que só usa o carro para chegar ao estacionamento do metrô. Depois, segue a viagem com transporte coletivo, bicicleta ou patinete. É justo que o seguro de carro desta pessoa fique mais em conta”, explica Gregori. “A estimativa é que esse seguro gere uma economia de até 50% (cinquenta por cento) para o motorista que dirige pouco”, completa.

Em mercados desenvolvidos, como países da Europa, e nos Estados Unidos, a quantidade de quilômetros rodados passou a ser determinante para a composição do preço do seguro auto há tempos. Agora, pela primeira vez, o modelo Pay Per Use é adotado no Brasil.

Após a contratação do produto, o motorista recebe o convite para fazer o download do aplicativo da startup. Quando logado no smartphone do motorista, o app avalia o modo de condução do veículo por meio de sete variáveis: aceleração, velocidade, frenagens, viradas, uso do celular na direção, horário e local onde trafega. Segurado com bom comportamento no volante ganha pontos. Quanto melhor a nota, maior o desconto no seguro.

“Com o app e o seguro Pay Per Use, a startup mantém seu foco na cobertura inteligente de seguro auto. Aplicamos tecnologia com iniciativas educativas para a promoção de mudanças reais no comportamento nocivo da pessoa no volante, como dirigir teclando no celular ou em alta velocidade. Vamos continuar investindo no seguro auto com tecnologia de prevenção ao cliente”, afirma Gregori.

N.F.
Revista Apólice

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