A LTSeg se especializou na comercialização de um produto voltado ao produtor rural. O seguro Paramétrico para Lavouras, ainda pouco conhecido no Brasil, cobre a perda de eficiência e produtividade das plantações pautado por um índice climático. A proteção difere em vários aspectos do tradicional seguro rural, mais comum entre os produtores brasileiros, podendo atuar como mais uma ferramenta de gestão de riscos da agricultura e está crescendo em outros mercados da América Latina, como o chileno.

A principal diferença entre o seguro rural convencional e o Paramétrico para Lavouras é que, como o último é pautado por um indicador climático, o próprio cliente estabelece a correlação entre sua volatilidade com os indicadores que podem impactar sua produção, como pluviosidade, índice de radiação, entre outros. Se estes parâmetros forem atingidos, a indenização é paga. O seguro rural, por sua vez, é um seguro de dano, ou seja, a colheita precisa sofrer um dano, como uma geada ou seca, para que a indenização seja paga.

A precificação também é feita de uma forma personalizada, já que o seguro é completamente sob medida, a taxa é calculada de acordo com o limite de indenização estipulado pelo próprio cliente, enquanto no modelo tradicional, o cálculo tem como base o valor de toda a colheita. “O primeiro passo é o produtor identificar a volatilidade entre os fatores climáticos que impactam sua produção e sua exposição a perda, frente a este indicador. Também é necessário que as condições identificadas sejam parametrizadas, ou seja, que existam formas de medição certificadas e dados históricos que possibilitem a precificação pela seguradora”, explica Caio Timbó, diretor financeiro da companhia..

A vantagem de ser feito sob medida é que o seguro pode ser vinculado ao índice climático que o produtor desejar, pelo valor que ele estimar e pelo período que escolher, como, por exemplo, somente nas semanas de colheita, apenas durante o plantio ou no período mais crítico de maturação de cada produção. “O produto chega para complementar o seguro rural e balancear os riscos dos produtores rurais”, ressalta Timbó.

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N.F.
Revista Apólice

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