Luciana Bastos

EXCLUSIVO – A carteira de seguro de vida individual no Brasil irá crescer, independente da economia. Esta é a aposta de várias empresas, por conta do gap de proteção que ainda possuímos. A média global de pessoas que possuem seguro de vida é de 32%.

De olho neste números e no potencial de crescimento, a Icatu Seguros repaginou uma série de produtos de vida e de acidentes pessoais de sua carteira. O auge ficou por conta do lançamento do Equilíbrio, um seguro de vida individual inspirado nos produtos de Universal Life comercializados nos Estados Unidos. Por lá, este produto representa 44% da carteira, sendo o líder desde o início de sua comercialização nos anos 80.

Este produto oferece prêmio nivelado (o mesmo ao longo de todo o período de vigência da apólice), capital ilimitado, com acumulação e resgates em vida, garantia de rentabilidade, aportes e portabilidade, com vigência flexível. Luciana Bastos, diretora de produtos vida da seguradora mostrou, durante a apresentação do produto, em São Paulo, uma simulação de contratação. Para uma mulher de 42 anos, com importância segurada de R$ 500.000, vigência de 10 anos, o prêmio seria de R$ 97,00. “O prêmio nivelado será distribuído ao longo do plano. No início, o maior valor dele vai para acumulação. Quando o risco aumenta, o valor do prêmio vai quase que inteiramente para o risco, sendo complementado por parte do capital acumulado”, explicou. Nesta linha, na saída do plano haveria um valor acumulado residual de cerca de R$ 2.500.

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Neste produto, a comissão para o corretor de seguros é de R$ 70% no primeiro ano e 10% no restante. No Equilíbrio, os resgates podem ser parciais ou totais. Os resgates parciais são liberados à vista e não impactam no valor da indenização. Em caso de morte do segurado, além do capital segurado contratado, os beneficiários ainda recebem as reservas acumuladas.

Guilherme Hinrichsen

O vice-presidente comercial da Icatu Seguros, Guilherme Hinrichsen, acredita que os seguros de pessoas devem “estourar” nos próximos cinco anos. “Com a explosão da previdência privada, que virou o desejo de consumo da maioria da população, surfamos nesta onda. Com a reforma, ficou claro que a população brasileira começou a ver que não pode deixar a previdência na mão do estado”, comemorou, acrescentando que “o próximo fenômeno será o seguro de vida individual tomar o mesmo rumo da previdência. A população vai se preocupar com a proteção também, além da acumulação”.

Por isto, segundo ele, a companhia esta correndo para lançar um portfólio mais moderno, capaz de atender as necessidades de uma nova parcela de consumidores.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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