Um dos termos atuais no mercado de seguros diz respeito às insurtechs, que trazem um conceito novo que abrange inovações tecnológicas promovidas por startups no mercado securitário. A palavra vem da junção de insurance (seguro, em inglês) e technology (tecnologia) e o propósito das empresas é a digitalização dos processos de contratação, vistoria e sinistro.

Para o consumidor, as soluções digitais simplificam a cotação e a comparação de planos de seguros e tornam mais ágeis as contratações. Para as corretoras e seguradoras, a facilidade automatiza processos e traz melhorias para a análise de risco das empresas.

Ana Rita Petraroli

No país, são pelo menos 80 companhias atuando nesse segmento. Duas delas, inclusive, estão no ranking InsurTech 100, como as mais inovadoras do mundo. No cenário nacional, é possível encontrar desde empresas que fornecem ao corretor plataformas personalizadas para administrar vendas ou que promovem produtos diferenciados como os seguros pay-per-use (pague pelo uso), até as que promovem o boca a boca digital e permitem divulgar planos para a rede de contatos, remunerando quem faz a indicação do seguro.

 

Essa democratização do acesso aos produtos pelo consumidor tem possibilitado às empresas precificar os seguros de maneira personalizada, a partir do clique do cliente, permitindo o acesso aos seus dados. É uma maneira de estreitar o relacionamento entre o segurado e a seguradora, aumentando o número de beneficiários e reduzindo o custo das apólices.

* Ana Rita Petraroli é sócia-fundadora do Petraroli Advogados

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