EXCLUSIVO – Reter profissionais de qualidade é um desafio para a vida de uma empresa. É fundamental pensar em ações que vão além de uma boa remuneração, tornando esses colaboradores mais felizes e satisfeitos com o ambiente de trabalho. Afinal, não são todos os dias que se encontra um trabalhador que se adapta à cultura da organização e ao trabalho que lhe é deferido.

Atualmente, existem dois tipos de benefícios corporativos: os obrigatórios e os opcionais. O primeiro é formado por aqueles que, por lei, devem ser oferecidos aos funcionários. São eles vale-transporte, FGTS, décimo terceiro salário e férias. Já o segundo, é opcional e entre eles estão o plano de saúde, vale cultura, academia etc. Fornecê-los é uma vantagem competitiva e um diferencial para a companhia. Além do mais, é uma maneira de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.

Segundo um estudo divulgado pela Hays Brasil, consultoria de gestão de negócios, 96% das organizações brasileiras colocam à disposição de seus funcionários benefícios adicionais ao salário. Um desses incentivos, que vem crescendo, é o seguro de vida.

O seguro de vida é um produto de proteção financeira que se encaixa como parte de um planejamento pessoal e familiar. Trazendo o conforto necessário, a proteção oferece, além da cobertura básica de morte, opções que podem ser utilizadas em vida, como em casos de acidentes pessoais, invalidez total/parcial, doenças graves, perda de autonomia pessoal, diária de internação hospitalar entre outras.

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De acordo com Carlos Guerra, vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential, “oferecer seguro de vida como um benefício está entre as iniciativas que demonstram valorização da equipe, uma vez que é colocada em evidência a preocupação do empregador não só com os colaboradores, mas também com suas famílias/pessoas queridas”, diz o executivo.

Luciana Bastos

O produto vem mostrando seu potencial e apontou crescimento nos últimos anos. Segundo dados do CVG-SP (Clube de Vida em Grupo de São Paulo), o ramo vida representa até agora 40% do volume dos R$ 28,5 bilhões arrecadados pelo mercado de seguro de pessoas neste ano. Para Luciana Bastos, diretora de produtos de Vida da Icatu Seguros, “o brasileiro está se tornando cada vez mais consciente em relação à necessidade de proteção financeira. Percebemos uma consolidação do setor, mas ainda há muito espaço para crescimento”, afirma.

O projeto de lei 3.007, arquivado pela Câmara dos Deputados, propõe que a contratação do seguro se torne obrigatória para todos os funcionários sem qualquer desconto em folha de pagamento. Neste caso, estariam inclusas as coberturas por morte e invalidez. O empresário poderia escolher a seguradora e o valor total de cobertura deveria corresponder, no mínimo, a 50 salários mínimos.

O seguro, em boa parte das situações, acaba pesando na tomada de decisão de um profissional que precisa escolher, por exemplo, entre permanecer na empresa ou encarar um novo desafio em outra companhia. “É necessário entender que dentro de uma instituição há seres humanos e que eles estão expostos a riscos 24 horas por dia. Por isso, é importante modernizar o pensamento corporativo e garantir que o colaborador tenha essa sensação de proteção”, ressalta Fabio Lessa, diretor comercial da Capemisa.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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