EXCLUSIVO – No Brasil já virou tradição: quando chega o mês de novembro, também chega a Black Friday. De acordo com dados da consultoria Ebit/Nielsen, em 2019, a data deve ter faturamento 18% maior do que no ano passado, alcançando R$ 3,07 bilhões. Em 2018, a Black Friday foi a principal campanha de vendas para o comércio eletrônico no Brasil, superando até mesmo o dia das mães e dos namorados.

Esta é a 9ª edição do evento no país e, ao decorrer dos anos, a aderência do consumidor e as vendas aumentaram ligeiramente. No ano passado, a sexta-feira mais esperada do ano cresceu 23% em relação a 2017, movimentando cerca de R$ 2,6 bilhões.

Contudo, em meio a tantas promoções, a comunidade hacker enxerga no e-commerce uma brecha para realizar ciberataques e roubar dados de clientes. Efetuada com 790 entrevistados globais, a pesquisa 2018-2019 Global Application and Network Security afirma que um ataque cibernético, caso seja bem-sucedido, pode abalar drasticamente a confiança do consumidor e a reputação de uma companhia.

Com a finalidade de evitar que isso aconteça, é fundamental contar com uma proteção caso o banco de dados de uma empresa seja invadido. Uma boa solução é o seguro para riscos cibernéticos, que entre suas coberturas cobre danos como Responsabilidade Civil por atos de violação, despesas de substituição de ativo digital, ameaça cibernética e lucros cessantes. Segundo Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras da Zurich, “o risco cibernético é um risco super atual e não mais algo distante ou futuro. Já é uma realidade muito presente no dia a dia das empresas pela dependência da tecnologia”, afirma.

Leia mais: Estudo aponta os oito principais riscos cibernéticos para as empresas

Para não ser pego de surpresa, o empresário precisa ter uma estratégia contra crise montada e já testada. Dessa forma, a resposta contra qualquer imprevisto passa a ser mais rápida para todas as pontas e o prejuízo é minimizado. O que o lojista precisa ter em mente é que, devido ao alto índice de navegação nos sites das varejistas, a preparação precisa ser prévia, independentemente do tamanho do e-commerce. “Não existe uma ferramenta 100% eficaz contra um ataque hacker. Para os PME’s, que acabam sendo alvos com mais facilidade, adquirir esse tipo de seguro pode ser a garantia de que o negócio irá continuar funcionando”, ressalta Marta Schuh, Líder de Risco Cibernético da Marsh.

Mas nada está perdido, pois ainda é possível adquirir uma apólice para proteger o seu negócio nessa Black Friday. A média para contratação do produto é de sete dias, podendo variar de acordo com a seguradora.

Para Marcos Mendes, especialista em riscos cibernéticos da Aon, mesmo que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor somente em agosto de 2020, não obrigue o varejista a obter esse tipo de seguro, é necessário ser consciente em relação à sua importância. “Ele é um aliado na era digital, auxiliando na mitigação dos riscos e protegendo a empresa durante um período de alto fluxo transacional”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

Deixe uma resposta