O mercado de seguros brasileiro tem sido marcado em 2019 por um movimento de forte expansão, com um crescimento superior a 11% de receita acumulada entre janeiro a agosto. Segundo os dados organizados pela CNSeg, entre os segmentos com aumento na casa dos dois dígitos na comparação dos 12 meses entre agosto de 2019 e setembro de 2018 com o mesmo período anterior se encontram o ramo Patrimonial; de Crédito e Garantias; e Responsabilidade Civil.

Rossana Costa

Um cenário como esse serve para mostrar o potencial que os corretores podem alcançar ao expandir sua atuação para segmentos além dos mais populares, como o de vida e automóvel, por exemplo. Para isso, eles podem contar justamente com o auxílio da tecnologia, que ironicamente já foi eleita diversas vezes no passado a vilã e futura causadora da extinção do papel do corretor de seguros em análises mais catastróficas.

A realidade é que ela é cada vez mais adotada pelas corretoras em função das demandas de seus clientes por maior agilidade e mobilidade no dia a dia. A digitalização vai ganhando mais espaço no mercado, apesar de não registrar ainda a mesma velocidade de adoção como no varejo e no entretenimento. Além de reduzir a burocracia na aprovação de novas apólices e facilitar a gestão de dados em um único local com acesso pela internet, a transformação digital também pode atuar como um instrumento para a expansão de atuação do trabalho dos corretores.

Isso graças a facilidade que uma plataforma 100% digital oferece ao levar o conceito do plug and play para os profissionais, já que com todos os processos necessários configurados previamente no portal, os passos tornam-se mais rápidos e intuitivos, de forma que não é mais necessário um extenso conhecimento prévio tanto dos detalhes técnicos de cada apólice, quanto da própria ferramenta para poder atuar em novos segmentos e aumentar a carteira de clientes. Aliando alto desempenho, velocidade e capacidade de expansão, as corretoras e seus profissionais podem colocarem-se em posição favorável para atuar em segmentos mais lucrativos e ainda não explorados, independente do seu tamanho e localização.

Com menor preocupação para detalhes técnicos e atividades operacionais, o corretor também ganha maior produtividade, qualidade de vida e tempo disponível para que possa desenvolver as habilidades necessárias para atuar de forma mais consultiva no relacionamento com os seus clientes.

Contudo, para atingir um resultado plenamente positivo, é importante ressaltar a participação de um prestador de serviços tecnológicos como parceiro que consiga aliar a inovação digital com experiência no setor de seguros. Assim, o corretor será capaz de contar com um suporte nessas duas frentes nesse momento crítico de expansão para novos segmentos, pois um apoio estratégico é necessário para alcançar novos patamares.

* Rossana Costa, diretora da GEO

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