EXCLUSIVO – Em 1949, a música popular brasileira conhecia O Brasileirinho, de Waldir Azevedo. No cinema, Laurence Olivier conquistava o Oscar de melhor filme com Hamlet, adaptação do dramaturgo inglês William Shakespeare. Na política, Eurico Gaspar Dutra era presidente do Brasil e, nos Estados Unidos, Harry S. Truman, tomava posse do seu segundo mandato. No oriente, no auge da guerra fria, a União Soviética ganhava uma aliada, a República Popular da China.

Em outubro do mesmo ano, o setor de seguros brasileiro ganhou a presença da American Internacional Underwriter (AIU), no dia 17. Para presidir a empresa, Odilon Beauclair foi escolhido para comandar as primeiras ações da seguradora, sediada no Rio de Janeiro. Em 1951, a seguradora foi responsável por mudar o status quo: a corporação tinha à frente da área de Resseguros de Incêndio, a executiva Irene Soares.

Na década de 80, a seguradora deixou de ter o nome AIU e passou a se chamar American Internacional Group (AIG) e, por uma decisão estratégica, capilarizou a presença nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e na região Nordeste.

A virada do século promoveu algumas mudanças na corporação. Com os temas de diversidade e inclusão na agenda da empresa, a AIG incentivou a criação de grupos e eventos para a fomentação de um ambiente mais diverso dentro do espaço de trabalho. “Nosso desafio é continuar atentos às constantes mudanças da sociedade para identificar novas demandas de seguros, que atendam às necessidades de riscos e negócios que possam vir a surgir”, explica Fabio Oliveira, CEO da companhia no Brasil. Os grupos [email protected] (WOW) Mulheres e Aliados, Diversitas LGBT e Aliados e Diversidade Étnico-Racial Consciente (DÆRC) têm como meta ampliar a discussão sobre diversidade na companhia.

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Nas parcerias, em 2008, a empresa desfez o acordo feito com o Unibanco, que durou 11 anos. Por outro lado, a organização anunciou a união com a Porto Seguro na distribuição dos seguros para PMEs. “Aproveitando as principais qualidades de cada empresa, as duas seguradoras focadas em segmentos diferentes uniram-se em uma estratégia para o mercado de pequenas e médias empresas”, explica Oliveira.

70 anos no Brasil e o futuro pela frente

O lema que embalou a seguradora durante o ano de 2019 foi o foco da visita da presidente global da corporação, Brian Duperreault. No Brasil pela segunda vez, desde quando assumiu a empresa em 2017, o executivo declarou que o país é uma localidade estratégica na América Latina.

Fabio Oliveira, CEO da AIG

Fabio Oliveira complementa a afirmação dizendo que o país possui potencial para aumentar a participação dentro do grupo. “O Brasil tem capacidade de desenvolvimento de negócios e para compartilhar experiência técnica, talentos e soluções criativas a outras operações do mundo. Ainda somos uma operação pequena, se comparada a mercados mais maduros em nossa organização global, com 100 anos de história. No entanto, à medida que os negócios da AIG no Brasil evoluem e nossos resultados prosperem, maior será nossa relevância e participação no grupo”, finaliza.

Gabriel Rocha 
Revista Apólice

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