Recentemente, o Governo Federal anunciou, durante o lançamento do Plano Safra, a injeção de R$ 1 bilhão com o objetivo de ajudar os agricultores a pagarem o seguro rural em 2020. Esse é considerado o major volume de recursos já orçado para o programa. Porém, para compreender a importância desse tipo de iniciativa, é crucial entender o quão indispensável para a economia e para o próprio produtor é recorrer para essa colaboração.

“Esse seguro tem por objetivo cobrir perdas e/ou danos causados aos bens diretamente relacionados às atividades agrícolas, protegendo o produtor contra perdas causadas por fenômenos adversos da natureza até o limite máximo de indenização contratado. Além da atividade agrícola, o seguro rural abrange também a atividade pecuária, o patrimônio do produtor rural, seus produtos, o crédito para comercializar a produção e ainda o risco de morte dos produtores”, esclarece Rogério Moisés, sócio-diretor da corretora de seguros Visafran.

As mudanças climáticas inesperadas não devem submeter a produção e a economia como um todo à estagnação. É uma forma de prever as adversidades e resguardar o negócio através dessa ação. Ainda assim, essa modalidade de seguro não abrange apenas as áreas de plantio, mas também o maquinário, que são recursos de valor para o trabalho no campo e que, em muitos casos, possuem preços altos.

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“Essa proteção é essencial, já que grande parte da produção é financiada, assim como os equipamentos da propriedade, podendo causar uma perda inclusive para o mercado. Afinal, não há garantia de reposição do bem para continuar honrando o financiamento concedido”, destaca Moisés.

Neste ano, graças ao contingenciamento, o valor disponível foi de R$420 milhões. Na média, o governo fica responsável por arcar com 35% do custo do produto. Os últimos dados divulgados sobre esse cenário revelam que, em 2018, esse mercado conseguiu movimentar R$ 2 bilhões em apólices apenas no Brasil. “É, sem dúvida, uma ajuda bem vinda para fomentar a venda desse seguro, que hoje está engatinhando no Brasil, mas é um mercado promissor, se não for o maior junto com a previdência privada”, afirma o executivo.

Segundo Moisés, as áreas que mais demandam esse tipo de ação são as regiões Sudeste e Centro-Oeste, com safras de soja, café, milho e algodão. De acordo com as expectativas do Ministério da Agricultura, o financiamento será suficiente para ampliar a área coberta para mais de 15,6 milhões de hectares.

N.F
Revista Apólice

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