Em 2019, até agosto, o setor segurador repetiu um crescimento na casa de dois dígitos pela segunda vez seguida. A taxa avançou 11,5%, atingindo R$ 174,8 bilhões (sem Saúde e sem DPVAT) nos oito primeiros meses do ano, comparando-se ao acumulado de janeiro a agosto de 2018.

“Com esse resultado, o crescimento da arrecadação setorial já se encontra praticamente na média entre a projeção pessimista e a otimista para o ano de 2019 (5,3% a 8,7%)”, afirma Marcio Coriolano, presidente da CNseg, em editorial da nova Conjuntura CNseg.

A receita de agosto, de R$ 23,9 bilhões, caiu 6,2%* sobre a de julho, mas registrou forte expansão de 13%, na comparação com agosto de 2018. Na média móvel dos últimos 12 meses encerrados em agosto, o setor de seguros avançou 6,9%, para R$ 258,9 bilhões.

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Mais uma vez, a análise constata crescimento sem uniformidade entre as diversas carteiras de negócios, refletindo os efeitos do ciclo da economia e as preferências dos clientes. No acumulado de oito meses, o segmento de Cobertura de Pessoas cresceu 14,5%, com forte contribuição da expansão dos Planos de Acumulação VGBL e PGBL, de 15,2%, e dos Planos de Vida – Risco, de 15,6%. A evolução do segmento de Danos e Responsabilidades continua mais contida no ano, atingindo 5,4%. Neste segmento, o ramo Patrimonial, de significativa participação relativa, está entre os destaques, com crescimento de 12,8% no período. Outras contribuições de dois dígitos, pela ordem, foram dos ramos de Seguros Marítimos e Aeronáuticos; de Crédito e Garantias; de Responsabilidade Civil; e o Seguro Rural. O segmento de Títulos de Capitalização subiu 11,5% na base de oito meses acumulados, permanecendo na casa de dois dígitos.

N.F.
Revista Apólice

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