Após dois anos de baixa demanda, o mercado de seguro de riscos de engenharia volta a ganhar fôlego em 2019. Nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com dados da Susep, o volume de prêmios cresceu 138,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e bateu a marca de R$ 264,4 milhões. Somente no mês de maio, essa evolução chegou a 151%.

Os sinais de melhora do setor segurador estão alinhados com o reaquecimento no setor de construção civil e com a retomada de projetos de infraestrutura no País. De acordo com o resultado do PIB, divulgado no final de agosto pelo IBGE, a construção civil apresentou alta de 2% no segundo trimestre de 2019 ante igual período do ano passado, após 20 trimestres consecutivos de queda.

(FOTO: Divulgação) Fábio Silva

Estes números positivos da construção civil nos indicam um cenário bem mais otimista para o mercado segurador ainda em 2019. A expectativa é que os investimentos públicos retomem a partir de agora e, por outro lado, já observamos a retomada em investimentos privados, especialmente de multinacionais.

O produto também acompanha o ritmo da construção civil, pois tem por finalidade garantir a indenização contra acidentes de origem súbita e imprevista ocasionados durante a construção de obras civis ou a instalação e montagem de equipamentos, como: portos; aeroportos; rodovias; pontes, obras de saneamento; edifícios residenciais, comerciais e industriais; e obras de infraestrutura em geral.

A importância de contratar uma apólice de seguro de riscos de engenharia possibilita ao segurado – que pode ser o construtor ou o proprietário da obra – mitigar possíveis prejuízos que podem ocorrer durante a construção de um determinado empreendimento ou a instalação e montagem de equipamentos. Sabemos o quanto um canteiro de obras pode ser um local arriscado. Portanto, a apólice é uma decisão certa para transferir o risco e minimizar eventuais perdas.

* Fábio Silva, head de Riscos de Engenharia da Zurich

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