Seguros Unimed 30 anos – O universo “unimediano” esteve bem representado em Natal, no evento anual que reúne as cooperativas médicas, empresas auxiliares (como Unimed Seguros, Unimed Participações) e os parceiros das cooperativas (em diversas áreas como tecnologia, saúde e gestão). A convenção anual acontece para alinhar todo este universo, que possui 100 mil colaboradores, 115 mil médicos cooperados e 2,6 mil hospitais.

“Temos a responsabilidade de unir todas estas pessoas e organizações para poder alinhar o trabalho que cada um faz, buscando a melhor qualidade do atendimento aos nossos clientes, mais segurança assistencial, mais rapidez e mais sustentabilidade para o Sistema Unimed”, explica Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil, acrescentando que “este evento, por conta do tamanho, é essencial para manter o amalgama que liga todas estas organizações”.

Em princípio, o mercado de saúde suplementar representa hoje apenas 25% da população brasileira, ou seja, 75% estão fora da saúde suplementar. O mercado está estagnado por conta de condições macroeconômicas, que não permitem que mais pessoas possam participar da saúde suplementar. “Isso deixa o Governo em uma situação mais complicada, porque as pessoas acabam sobrecarregando o SUS, com ônus cada vez maior da sua obrigação de dar saúde para a população”, opina Pullin.

Orestes Pullin, da Unimed do Brasil

Neste cenário, para aumentar a participação do mercado como um todo, é preciso trabalhar pela mudança do modelo assistencial, que traz uma série de ações que precisam ser feitas por vários atores. Isso implica na mudança do modelo de pagamento, inclusão na cadeia assistencial de Atenção Primária à Saúde (APS). “Para APS, por exemplo, temos uma barreira que menos de 1% dos profissionais médicos estão preparados para fazer APS de forma adequada, enquanto nos países europeus 40% dos médicos atuam com isso. Um desafio é formar médicos para que possam nos ajudar nesta tarefa de mudança de modelo”, avalia o médico.

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A mudança de modelo de pagamento também está sendo discutida. Com os hospitais, conversa-se sobre a mudança que envolve uma tecnologia mais avançada, que é o DRG (Diagnósticos Relacionados por Grupo), levando em conta questões como localidade, complexidade etc. Para acompanhar o paciente, fala-se em Registro Eletrônico de Saúde, captura de dados em Big Data, questões que levam ao processo de mudança do modelo. Pullin afirma: “É um processo que envolve mudança cultural, tanto dos médicos quanto da população”.

O presidente da Unimed do Brasil diz que discute-se muito a questão da regulação, que passou por um processo de criação de muitas regras, reflexo de um Governo intervencionista. Para ele, “agora, estamos numa fase de buscar uma melhoria na regulamentação, de forma que o Estado brasileiro interfira menos nas relações entre a iniciativa privada e os clientes. A ANS já entendeu este recado que o Governo está passando”.

“Trabalhamos em conjunto com a agência, porque a solução que estamos buscando é boa para o Governo. Se mais pessoas puderem entrar na saúde suplementar, isso desonera o Governo. Tudo depende de uma melhoria das condições do próprio país, oferecendo medicina de qualidade para uma fatia maior da população”, finaliza Pullin.

Kelly Lubiato, de Natal/RN
Revista Apólice

*Esta matéria faz parte do especial ‘Seguros Unimed 30 Anos’ , que será publicado ao longo desta semana, durante a 49a. Convenção Nacional Unimed

 

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