AIG, Care Plus e Marsh realizaram na última quinta-feira (26) o “Café Sensorial: diferentes olhares sobre a inclusão da pessoa com deficiência”. O evento contou com a apresentação de representantes da Folguedo, produtora carioca que criou a exposição Cidade Acessível no Rio de Janeiro, e voluntários do IN Movimento INclusivo, que provocaram os cerca de 80 convidados presentes para explorar seus diferentes sentidos ao longo da manhã.

A abertura foi feita pelos líderes das três empresas promotoras. Eugênio Paschoal, CEO da Marsh; Fabio Protásio Oliveira, CEO da AIG; e Ana Paula Santos, Diretora Jurídica da Care Plus. Os executivos destacaram a importância e esforços ao redor do tema em suas organizações.

Paschoal contou sobre a primeira participação da empresa no evento, em 2018, quando foi ao Rio de Janeiro falar a inclusão das mulheres no mercado de seguros e valorizou a participação no evento deste ano. “A palavra inclusão é importante para nós e é um dos pilares da nossa companhia”, disse.

Oliveira destacou a evolução do evento desde à sua primeira realização no Brasil, em 2017. “A empresa liderou esse processo de consolidação do Dive In no País, focando em educação e conscientização. Em 2018, a gente mudou e o tema do evento foi recrutamento. Precisamos trazer a diversidade para a companhia e fazer com que os colaboradores se sintam parte da organização e fiquem conosco”, comentou.

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Já Ana Paula refletiu sobre a situação da acessibilidade no Brasil. “Em um país como o nosso, que tem mais de 20% da população com algum tipo de deficiência, não podemos ter só 9% das calçadas prontas e adaptadas. Quando eu falo de 9%, me refiro a São Paulo. No Brasil, estamos falando de 4%. Ou seja, temos muito a aprender”, afirmou.

Em continuidade, Claudia Alencar e Leo Bungarten, cenógrafa e arquiteto da Folguedo, compartilharam as experiências da exposição, atualmente em cartaz na Fiocruz, no Rio de Janeiro, criada para a conscientização das necessidades das pessoas com deficiência. De sinalizações em braile com acesso e locomoção mais livres nos meios de transportes aos cadeirantes e deficientes visuais, a sistemas de descrição oral e verbal ao longo do trajeto e todos os visitantes da exposição têm a oportunidade de experimentar essa cidade mais inclusiva.

César Lavoura Romão, advogado e professor universitário à frente do IN Movimento INclusivo, liderou a dinâmica do café sensorial, na qual os convidados experimentaram sensações variadas, com vendas nos olhos, limitação ao caminhar com muletas ou em cadeiras de rodas, explorando o sentimento de confiança, paciência e estimulando a colaboração uns com os outros. “A proposta não é expor ou vitimizar a pessoa com deficiência. Com o evento, procuramos explorar a empatia e a necessidade de olharmos o outro em sua plenitude, não a partir de pré-conceitos e da nossa visão de mundo. Afinal de contas todos nós somos diferentes”, explicou César.

Para encerrar o evento, os funcionários Cristiano Souza, da AIG (Sinistros); e Carlos Souza, da Care Plus, compartilharam suas experiências profissionais e conquistas ao longo de suas vidas, com superações que foram além de suas deficiências, independente de serem congênitas ou adquiridas.

O festival deste ano foi realizado em 33 países, sendo a primeira vez no Bahrein, Indonésia, Nigéria, Omã e Turquia. No Brasil, além do café sensorial, aconteceram uma série de outras discussões entre os dias 24 e 26 de setembro.

N.F.
Revista Apólice

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