O seguro de crédito conquista cada vez mais espaço nas empresas como um grande aliado à saúde financeira. Somente em 2018, os prêmios emitidos atingiram um total de R$1,181 bilhão, de acordo com dados da Susep,  um aumento de 34% em relação ao ano anterior.

O produto é responsável por oferecer proteção aos recebíveis da empresa, o que representa uma segurança a seu fluxo de caixa. Em caso de insolvência ou falência por parte de algum de seus clientes, a organização segurada é indenizada conforme os termos e condições da apólice emitida.

No entanto, o seguro de crédito não é aplicável para todos os casos e, assim como na contratação de outros tipos de seguro, existem detalhes que o segurado deve se ater antes de tomar a decisão de seguir com esse serviço. Luciano Mendonça, diretor comercial da Euler Hermes, explica que “o produto cobre apenas vendas com pagamento a prazo. Vendas com pagamento à vista ou com pagamento antecipado não representam riscos de crédito e por isto não são seguráveis”.

O contratante também deve se ater ao fato que o seguro de crédito cobre somente transações a prazo B2B, ou seja, aquelas realizadas entre empresas e com a condição que sejam privadas. “Empresas públicas não são cobertas por conta da impossibilidade de se fazer a execução de cobrança em casos de não pagamento por parte de órgãos e empresas estatais”, explica o diretor.

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Os benefícios

As vantagens de contratar um seguro de crédito também são pontos a serem ressaltados. A adquirência do serviço transfere o risco de não pagamento que o comprador pode representar para um terceiro, o que garante previsibilidade para o caixa da empresa. “A seguradora oferece cobertura de risco de crédito contra o não pagamento dos compradores causado por insolvência ou atraso simples porque faz uma análise criteriosa do comprador, considerando sua capacidade de pagamento, seus números financeiros e seu comportamento no mercado” completa o executivo.

Um outro ponto importante é a avaliação e monitoramento que a empresa realiza de compradores no mercado. Isso possibilita que ela tenha de antemão informações importantes para o vendedor em relação ao comprador sobre o qual se pede cobertura de risco de crédito. “Por ter informações de diversos outros segurados que também são fornecedores do mesmo comprador, a seguradora possui dados que o mercado geralmente não tem e fica sabendo de problemas de pagamento antes que os tradicionais bureaus de crédito sejam informados”, finaliza.

N.F.
Revista Apólice

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