EXCLUSIVO – A cerimônia de abertura do 21º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, aconteceu agora à noite, em uma arena montada no resort Costa do Sauípe. O evento, que vai até dia 12/10, reúne cerca de três mil pessoas e foi organizado pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros. Em paralelo, acontece também a 20a. Exposeg. Dois anúncios inéditos foram feitos durante os discursos, pela Susep e pela Escola Nacional de Seguros.

Wanderson do Nascimento, presidente do Sincor-BA, deu as boas-vindas aos congressistas e disse que ser baiano é um estado de espírito. “Será um dos maiores eventos de todos os tempos. O conhecimento e as experiência serão fundamentais para a construção da profissão e da sociedade”.

Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, lembrou a edição da lei 73/66, com dois artigos muitos importantes: o direito do corretor receber a comissão e o artigo que diz que, na ausência dele, o valor iria para o Fundo Educacional de Seguros, representado pela ENS. “O objetivo do legislador não era criar cartório, mas oferecer assessoria técnica para desenhar o contrato de acordo com o risco identificado”. Ele apontou que a formação e a capacitação fornecidas pela Escola ainda são fundamentais, porque apenas um profissional qualificado tem condições de distribuir um produto tão específico. Amanhã, a Escola muda seu nome para Escola de Negócios e Seguros, com cursos de graduação e MBA, sem deixar de olhar o segmento que a suporta há tantos anos.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, estamos prestes a ver mais um ano encerrado no mercado de seguros. “O resultado das transformações serão conhecidos ainda neste exercício. Estamos todos tentando fazer nossa parte no Brasil”. Ele se referiu ao esforço para a aprovação das reformas estruturais e ao fato do mercado estar crescendo em um ritmo mais acelerado, centrado em novas carteiras.

Leia mais: Susep emite parecer sobre contratação direta de produtos de seguros

Solange Vieira, superintendente da Susep, ressaltou que o País tem ainda um grande espaço para o desenvolvimento do mercado de seguros. “Precisamos nos modernizar, com mais tecnologia, trabalhando para flexibilizar normas porque o mercado está maduro”. Ela disse que não vê mais necessidade para regulação dos corretores de seguros, porque eles já têm maturidade suficiente para se autorregular.

O deputado federal Lucas Vergilio (Solidariedade-GO) pediu aos corretores de seguros que acreditam na profissão que fortaleçam seus sindicatos em seus estados. “Apoiem seu sindicato. Convide amigos corretores para se associarem, porque é lá que teremos força institucional para lutar pela nossa categoria”.

O senador Rogerio Carvalho (PT-SE), disse que vocês têm algumas portas de acesso ao debate no Congresso Nacional, seja na Câmara dos Deputados ou no Senado. A forma consistente de colaborar para o desenvolvimento do setor de seguros é atualizar o marco legal. Temos que romper as bolhas que separam os setores públicos e privados, com agenda que faça as pessoas serem participativas da riqueza do País.

O secretário de previdência e trabalho, Rogerio Marinho, tem tido uma participação constante em eventos do mercado de seguros, dada a importância das reformas das quais ele participa, como a da Previdência. Marinho falou sobre a retirada do excesso de regulação do cidadão, em um discurso em harmonia com a Susep.

Para encerrar, Armando Vergilio dos Santos, presidente da Fenacor, apontou a busca pelas soluções para o mercado, discutindo os desafios para a retomada do crescimento. Ele ressaltou que mais de 85% das vendas de seguros no Brasil são feitas pelo corretor de seguros, que tem a responsabilidade de empreender a favor do consumidor e do mercado.

O momento é histórico para o mercado, com transformações profundas. “O órgão regulador está colocando em debate algumas propostas disruptivas. Por talvez estarem em desacordo com o marco regulatório, não podemos perder de vista a preservação dos direitos dos consumidores. Estamos dispostos sempre ao diálogo. Todos nós temos o mesmo objetivo: colocar o mercado de seguros no lugar que lhe cabe, de fomentador da economia”.

Vergilio disse que é possível ocupar espaços não preenchidos no seguro, assim como novos produtos que podem chegar, como os seguros desemprego e de acidentes do trabalho. “A alavanca maior para o setor será a retomada do crescimento econômico”.

A inovação deve ter participação importante, entretanto caso os esforços sejam feitos de forma isoladas, podem não surtir os efeitos desejados. “Temos grande disposição para estabelecer debates com a Susep, com vistas para o motivo de existência dos corretores de seguros. A autorregulação nos fará alcançar nossa emancipação como categoria”, comemorou Vergilio.

“Nós precisamos de muito diálogo para compreender e para sermos compreendidos”. Neste sentido, o presidente da Fenacor destacou os encontros com membros do Governo em diversas esferas com várias pautas, uma delas a atuação das associações de proteção veicular.

O Estudo Sócio-Econômico dos Corretores de Seguros será apresentado durante o Congresso, com um retrato das empresas que atuam neste setor. Ele encerrou com uma mensagem de otimismo, “porque há um grande espaço para crescer e evoluir e o mercado de seguros tem tudo para se consolidar como guardião do patrimônio e da vida das pessoas”.

Kelly Lubiato, de Costa do Sauípe/BA
Revista Apólice

Deixe uma resposta