O número de consorciados ativos no Brasil cresceu em torno de 4% em 2018 sobre o ano anterior e a expectativa é de manter o ritmo em 2019, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC). Mesmo com esse avanço, o processo de funcionamento dessa modalidade de crédito ainda gera dúvidas em parte da população. Esse sistema pode ser ideal para quem pretende programar uma compra.

Patricia Siequeroli, diretora da Mapfre Consórcios, explica que a modalidade é a reunião de um grupo de pessoas interessadas em adquirir um bem ou serviço em um prazo mais longo. Nesse caso, o valor é diluído em um período predeterminado e todos os integrantes contribuem por esse mesmo tempo.

“No consórcio, ao adquirir uma carta de crédito, os clientes financiam uns aos outros por meio das mensalidades correspondentes ao valor do bem. Mensalmente acontecem os sorteios de contemplação, no qual cada participante tem a chance de receber uma carta de crédito”, esclarece Patricia. “Vale lembrar que também é possível efetuar lances livres ou fixos, caso o cliente tenha recursos adicionais e receba o crédito antes do fim do período contratado.”

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A especialista ressalta que o consórcio cabe no bolso de um público bem abrangente, desde jovens, recém-casados ou pessoas que querem aumentar o patrimônio, além de grandes investidores ou clientes que possuem financiamento e desejam quitá-lo de forma segura. O produto de acumulação também é recomendado para pais que planejam a compra de itens para seus filhos, já que pode ser adquirido sem antecipação de recursos.

A executiva orienta que, antes de fechar contrato, é importante checar se a administradora é autorizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen), o que atesta se a instituição está apta a operar. “É preciso ainda garantir que o valor da parcela não ultrapasse 30% de toda a renda bruta mensal e planejar as despesas para os próximos meses. Entre os benefícios do consórcio, o melhor deles é não pagar juros. O cliente arca apenas com a taxa de administração mensal, havendo uma correção anual por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)”.

Na empresa, caso o cliente seja contemplado e não queira usar imediatamente o crédito, os recursos podem ficar alocados em um dos fundos DI administrados pela Mapfre Investimentos. As cartas de crédito são de R$ 75 mil a R$ 600 mil, destinados à compra de imóvel novo ou usado, que pode ser tanto residencial, comercial, de veraneio, urbano ou rural. Já as cartas de R$ 30 mil a 80 mil são destinadas à compra de automóveis, motocicletas, caminhões e até serviços como viagens, formaturas, festas de casamento ou aniversário, estudos, cirurgias estéticas ou reparadoras, tratamentos odontológicos, pagamento de consultorias ou assessoria jurídica.

N.F.
Revista Apólice

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