Fundada em 2002, a Gesto migrou seu negócio principal e assumiu a função de corretora de saúde que investe em um formato baseado em dados para atender e cuidar do beneficiário e ao mesmo tempo gerar economia para as empresas. Após anos atuando como consultoria para a gestão de benefícios médicos, a experiência adquirida com os mais de 100 clientes e o banco de 6 milhões de vidas,agora é empregada em uma experiência voltada para o RH e para os favorecidos na construção de um cenário sustentável, que garante o menor preço sem diminuir em qualidade.

“Com a ciência de dados é possível fazer a predição na saúde, pois através de um padrão de utilização do plano pode ser identificado um quadro inicial de alguma patologia. Caso o sistema detecte essa possibilidade e a empresa entre em ação com indicações de médicos especializados, acompanhamento da evolução do quadro, ações complementares entre outras atuações, é sim possível que haja uma diminuição no número de internações”, afirma a co-fundadora e CEO da empresa, Fabiana Salles.

Encarregada por gerir mais de R$500 milhões de investimentos no setor anualmente, a companhia entrega resultados tangíveis para seus clientes, como ter seus contratos reajustados em menos de 10% ao ano. Alguns beneficiários conseguiram até zerar o reajuste, mostrando que o propósito de saúde acessível e responsável é possível.

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“Quando se fala em assumir a gestão significa operar desde o fornecimento de carteirinhas, reembolso, inclusão de novos beneficiários até as burocracias para liberação de algum tipo de procedimento específico ou cirurgia mais complexa. É uma dor de cabeça a menos para a empresa e isso desafoga essa sobrecarga do setor responsável para desempenhar outras atividades prioritárias”, ressalta a executiva.

Esse sistema é possível com a combinação de inteligência de dados, gestão médica especializada e relacionamento próximo com organizações e colaboradores para ser diferente do que o mercado já oferece. Utilizando soluções tecnológicas, é traçado o perfil populacional completo da companhia, que envolve entender, por exemplo, a proporção de doentes crônicos e de usuários contumazes; cruzar os dados em um movimento de benchmark com o mercado; e simular, a partir daí, qual deve ser o consumo do plano de saúde no longo prazo. Com isso é possível cotar a melhor opção, que terá cobertura de qualidade para os possíveis casos de doenças que podem surgir sem estourar a sinistralidade, além de implementar iniciativas que contribuam para a prevenção e contenção dos episódios eminentes que foram mapeados de forma preditiva. 

Após a escolha, é realizado um processo de gestão médica que acompanha a trajetória do uso do plano de saúde de cada indivíduo para o quanto antes encontrar padrões que destoem de um movimento saudável. Nesse momento, os médicos passam a atuar para orientar o beneficiário.

Isso inclui, por exemplo, encaminha-lo para o melhor prestador de serviço cadastrado para atender a sua particularidade na intenção de que ele tenha suporte durante o tratamento, o que diminui as chances de reinternação e representa um ponto de desperdício para o investimento. Ou ainda pensar em modelos de incentivo de prevenção mais inteligentes, como adotar diferentes políticas de coparticipação em casos crônicos ou grupos de risco. Essa junção entre a cobertura correta e o ganho em qualidade de vida e bem-estar gera, como consequência, menores reajustes anuais.

N.F.
Revista Apólice

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