EXCLUSIVO – Segundo o Instituto Pet Brasil, o País tem atualmente quase 140 milhões de animais, havendo em média mais de um pet para cada dois habitantes. Os bichos conquistaram os lares brasileiros e são vistos por muitas pessoas como parte da família, surgindo assim uma preocupação do mercado em criar produtos que proporcionem cuidado para eles.

Assim como os humanos, animais também precisam de cuidados médicos. Além das vacinas, castrações e consultas de rotina, é normal que aconteçam imprevistos ou acidentes durante a vida do pet e os gastos com veterinário costumam ser elevados, já que existem poucos hospitais veterinários públicos no Brasil. Contudo, o seguro pet é uma opção para quem deseja facilitar e baratear os gastos com o animal.

Muitos donos nem imaginam que exista esse tipo de seguro, cujo funcionamento é semelhante ao seguro saúde e seguro de vida oferecido para humanos, havendo diversos tipos de coberturas, as quais o cliente pode escolher para lhes proporcionar mais tranquilidade e economia caso algo aconteça com o pet.

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Segundo Thomas Menezes, CEO da Barela, empresa da It’sSeg Company, “levando em conta que o brasileiro tem essa característica de tratar com muita proximidade os animais, é importante obter esse tipo de seguro para caso aconteça alguma eventualidade. Não há nenhuma restrição para a contratação e os clientes ganham uma série de benefícios, como descontos em banho e tosa, medicamentos, orientação nutricional, entre outros”.

Mas antes de escolher um plano, é importante pesquisar e ver quais tipos de procedimentos são cobertos pela seguradora. Se o animal está acostumado a ir a um determinado veterinário, o dono deve verificar se ele atende o plano que está cotando ou se é necessário considerar ter de fazer alguma troca. Outra possibilidade é escolher um produto que ofereça reembolso, pois igual aos planos de saúde comercializados para seres humanos, os para pet também possuem um período de carência.

A estudante de administração Michelle Jaqueline da Silva contratou recentemente um seguro para o seu cachorrinho, Simba, que estava apresentando queda excessiva de pelos e passou por uma cirurgia de castração. “Resolvi aderir ao produto porque os gastos que tive recentemente em consultas e exames foram altos. Pesquisei e vi que com o seguro pet poderia economizar e ainda assim continuar cuidando do meu cachorro da maneira mais adequada”, afirmou. Na Barela, por exemplo, o segurado que adquirir o produto conta com o “digipet”, que é um prontuário veterinário digital que registra o histórico de saúde do animal mostrando quais vacinas tomou, procedimentos, resultados de exames clínicos e por imagem, cirurgias etc.

De acordo com o departamento de Marketing da Health for Pet, “infelizmente as pessoas só procuram saber sobre o plano de saúde mediante a necessidade. No mercado não há uma tabela de preço fixa, colaborando para os preços abusivos nas clínicas e somente após a necessidade os tutores entendem que o mais seguro é contratar um plano”.

A Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) aponta que o faturamento do mercado foi de R$ 20,3 bilhões em 2017, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido. Pensando no setor segurador, isso mostra o quanto o negócio pode ser rentável tanto para corretores, quanto para seguradoras. “Como a venda do seguro pet é feita somente via corretor, há grande oportunidade para os mesmos. Nossa carteira chega a 32 mil animais e esse é um mercado ainda pouco explorado, com inúmeras possibilidades de negócios” ressalta a Health for Pet.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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