As tecnologias transformam o dia a dia do mercado segurador. Os impactos vão desde a criação de produtos mais personalizados a novas formas de comercialização. Mas como fica a atuação do corretor de seguros diante desse novo modelo?

Para discutir a questão, o CSP-MG promoveu, em Belo Horizonte, o evento “Inovação em Seguros e o Papel do Corretor”. As palestras foram ministradas pelo consultor e professor Mauricio Tadeu Morais, da Ways Gestão Empresarial, e pelo executivo Cadu Sarkovas, da Thinkseg.

Morais lembra que os hábitos de consumo mudaram com uso expressivo da internet e das redes sociais. “A tecnologia afeta a maneira como nos relacionamos. No mundo do trabalho não é diferente. Quem não estiver preparado para lidar com grandes volumes de informações, sistemas colaborativos, simplificados e inovadores, tende a desaparecer do mercado. O consumidor também mudou. Ele quer facilidade de acesso, a melhor experiência, o melhor produto com preço justo”, exemplificou.

O consultor afirma que o corretor de seguros, além de um profissional generalista precisa tornar-se “um especialista em pessoas e não apenas em produtos”.

“Nosso modelo de negócios mudou. A prioridade é entender as demandas e o pensamento do consumidor, oferecer valor ao cliente sob a perspectiva dele. Encarar este desafio não é fácil, mas precisamos sair da zona de conforto, mudar, buscar constantemente a qualificação e o conhecimento”, ensinou.

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Cadu Sarkovas, da Thinkseg.

Sarkovas acredita que todo processo de mudança exige humildade, esforço e vontade de aprender. “O caminho da tecnologia é sem volta. Quem não entende isso fica fora do jogo. O mundo mudou, assim como a percepção do cliente. Não é possível vender seguros como fazíamos há anos atrás. Precisamos nos tornar ainda mais relevantes na vida do cliente, levando a solução que ele quer”, enfatizou.

O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, destaca que os corretores devem manter-se na vanguarda e atentos às mudanças do mercado. “Vamos ‘afiar’ nossas mentes, refletir sobre nossa profissão e as transformações pelas quais o setor passou. Precisamos quebrar paradigmas, fazer diferente. Só assim permaneceremos indispensáveis ao mercado e ao consumidor”.

Cerca de 150 pessoas participaram do evento. O público pôde fazer perguntas aos palestrantes e aos demais integrantes da mesa, que foi formada por: João Paulo Mello (presidente do CSP-MG), Fabiana Resende, diretora social do Clube, Gustavo Bentes, vice-presidente do Sincor-MG, e Janaina Luz, diretora do Clubcor-MG. A mediação ficou a cargo do vice-presidente do CSP-MG, Sergio Prates.

G.R
Revista Apólice

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