Créditos: Adriana Cutino/G1

EXCLUSIVO- Em um período de 30 dias o Brasil acompanhou dois incêndios em embarcações. O primeiro ocorreu em Bertioga, no dia 6 de julho e atingiu 5 embarcações de luxo. O segundo, em Angra dos Reis, aconteceu no dia 6 de agosto e atingiu uma embarcação na Praia da Chácara. Como as seguradoras utilizam um sinistro para investir em prevenção?

As perdas patrimoniais acendem a questão de qual deve ser o papel das seguradoras em casos como esses? Carlos Polizio, superintendente de seguros Aeronáutico, Cascos Marítimo e Transporte da Mapfre, relata que a apuração está entre as primeiras medidas cabíveis para uma análise completa do que foi perdido. “Não sabemos o que foi o causador do incêndio, quem foi o causador e nem a origem das chamas, é importante saber esses detalhes para que a seguradora saiba onde se encaixa a cobertura do seguro, seja da embarcação ou da marina”, explica Polizio.

“O incêndio faz parte da cobertura de seguro e, no segmento náutico, é um dos acontecimentos que nos chama mais atenção porque o material de que são feitas as embarcações é fibra, o que explica casos de grandes proporções”, completa. No caso de Bertioga, segundo o Corpo de Bombeiros, uma área de cerca 300 metros quadrados foi atingida.

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O trabalho conjunto de marinas e as companhias tem papel profilático contra o sinistro. O executivo reforça que a atuação da seguradora nas marinas deve ser constante. “O fato que ocorreu serviu para alertar ambas as partes. As marinas procuram fazer mais seguros; as seguradoras questionam os pontos relacionados à prevenção de acidentes, mas infelizmente, isso ocorre sempre depois que uma tragédia já foi concretizada”, declara.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Seus Implementos (ACOBAR), existem hoje no país cerca de setenta mil embarcações de passeio e recreio. “Deste total, a estimativa é que apenas de 25% conte com uma proteção”, conclui o executivo.

Gabriel Rocha
Revista Apólice

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