As empresas estão expostas a uma série de ameaças no mundo digital que ultrapassam a fronteira e vão muito além dos riscos regulatórios decorrentes de todas as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – já sancionada no Brasil e em vigor a partir de agosto de 2020. De acordo com levantamento da Marsh & McLennan Companies, em parceria com a FireEye, 96% das ameaças do mundo digital estão relacionadas aos e-mails das empresas. Os hackers utilizam essas plataformas como porta de entrada para invadir os sistemas corporativos.

Ainda de acordo com o estudo, o fator humano também responde por 90% das vulnerabilidades internas que resultam em incidentes de crimes cibernéticos. O relatório, intitulado Advancing Cyber Risk Management (Avançando o gerenciamento de risco cibernético) | From Security to Resilience (Da Segurança à Resiliência), ainda revela que 59% dos focos das invasões dos hackers têm como objetivo ganhos financeiros e 38% visam espionagem industrial. “O cenário emergente de risco cibernético está evoluindo rapidamente. As empresas precisam estar preparadas com estruturas robustas de gerenciamento de riscos e apólices de seguros adequadas para repor as perdas decorrentes de um ataque cibernético”, explica Marta Schuh, líder de Cyber da companhia.

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O alerta da especialista vem de encontro ao atual cenário de perdas das empresas decorrentes de crimes cibernéticos. No mais recente relatório Cyber Handbook da empresa, as cifras são alarmantes. Os prejuízos com ataques cibernéticos já geraram perdas de US$ 1 trilhão para as organizações, bem acima dos US$ 300 bilhões de perdas com desastres naturais em 2017, conforme o levantamento. “O crescente uso de tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e robótica expôs mais as empresas às ameaças de ataques de hackers que podem resultar em interrupção dos negócios, danos na reputação corporativa e violação de informações dos clientes”, afirma.

As ameaças nas redes avançaram tanto no mundo empresarial que na mais recente edição do Relatório Global de Riscos 2019, também produzido pela Marsh e apresentado no World Economic Forum em janeiro deste ano, aponta que a crescente dependência cibernética ocupa a segunda posição no ranking de cinco principais tendências apontadas por lideranças empresariais.

5 principais tendências (Relatório Global de Riscos 2019)

1. Mudança climática
2. Crescente dependência cibernética
3. Aumento da polarização das sociedades
4. Aumento da desigualdade de renda e riqueza
5. Aumento do sentimento nacional

O relatório também mapeou os impactos das ameaças de acordo com diferentes perfis de exposições e cenários. “A quantificação determina a natureza e a extensão dos impactos dos riscos para as organizações tomarem decisões estratégias”, diz Marta.

N.F.
Revista Apólice

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