Exclusiva- O mercado de seguros de pessoas (seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional) registrou prêmios de R$ 17,47 bilhões nos cinco primeiros meses de 2019. O valor, que se refere às contratações de coberturas para riscos pessoais, é 15,36% superior aos R$ 15,15 bilhões movimentados de janeiro a maio de 2018, segundo dados da FenaPrevi, que representa 68 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

As informações da FenaPrevi mostram que as indenizações pagas aos segurados no período totalizaram R$ 4,22 bilhões, valor 18,6% superior aos R$ 3,56 bilhões registrados nos primeiros cinco meses do ano passado.

Na análise por modalidade de produto, o seguro de vida registrou R$ 6,88 bilhões em prêmios no período, correspondendo a um aumento de 16,9 % em relação ao ano passado.

De acordo com os dados da FenaPrevi, o seguro viagem também apresentou saldo positivo no período. As contratações movimentaram R$ 233,28 milhões e a expansão foi de 19,09% em relação aos R$ 195,89 milhões registrados de janeiro a maio de 2018.

O seguro com proteção para doenças graves ou terminais também apresentou saldo positivo, com crescimento de 14,87% e prêmios de R$ 349,88 milhões. No mesmo período em 2018, os prêmios foram de R$ 343,77 milhões.

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O seguro auxílio funeral esteve entre as modalidades mais contratadas. Com isso, apresentou crescimento nominal positivo de 10,75% e prêmios de R$ 281,24 milhões. O maior interesse dos brasileiros pelo seguro auxílio funeral deve-se ao conforto que esta modalidade proporciona aos familiares em situações adversas.

O seguro de acidentes pessoais, que oferece coberturas em caso de morte e invalidez permanente (total ou parcial) e outros riscos causados por acidentes involuntários, provocando lesões físicas ou até mesmo falecimento, registrou crescimento de 9,05% e prêmios de R$ 2,49 bilhões, contra R$ 2,29 bilhões de janeiro a maio de 2018.

Resultado Mensal

No mês de maio, as contratações tiveram também um crescimento expressivo. O valor, que se refere às contratações de coberturas para riscos pessoais foram 17,35% superiores e o prêmios foram de R$ 3,778 bilhões.

Participação de cada modalidade no resultado de maio de 2019 e 2018:

 

Seguro de Vida

Fernanda Pasquarelli, diretora de Vida, Previdência e Investimentos da Porto Seguro, atribui o fator da longevidade como essencial para entender o aumento. “A contratação do Porto Seguro Vida Individual alavancou 27,4% em comparação com os mesmos meses de 2018. Vejo isso como um resultado de vários fatores, como o aumento da longevidade: o seguro de vida é parte do planejamento que as pessoas precisam fazer para ter proteção financeira em um momento em que a expectativa de vida só aumenta, aqui e no mundo”, destaca.

Fernanda ressalta que a reinvenção no modo de ofertar o produto ajudou na prospecção de novos clientes. “Com o aumento da longevidade, o setor de seguros tem um desafio. Isso porque com a maturidade da população surge um novo padrão de consumo no mundo: o das pessoas idosas, saudáveis e financeiramente equilibradas. Temos, portanto, dois grandes e inadiáveis desafios: ajudar as pessoas a se protegerem financeiramente e, ao mesmo tempo, criar produtos e serviços para um público sexagenário que cresce a cada dia e que em 2060 vai representar 32% da população brasileira”, endossa.

O gerente de Produtos da Prudential, Sandro Cespes, credita o crescimento da seguradora a uma nova cultura financeira. ” A companhia registrou um aumento de 23% nos prêmios em 2018, somando valores que chegam a R$ 2,1 bilhões. Também registramos no período um crescimento de 25% no capital segurado total de nossos clientes, atingindo o montante de R$ 341 bilhões. Atribuímos esse crescimento ao desenvolvimento cada vez maior da cultura da educação financeira, com a demanda e conscientização da sociedade por proteção e segurança, tanto para si quanto para a família ou funcionários (no caso das empresas), explica Cespes.

Seguro Proteção financeira

André Serebrinic, diretor de Vida, Previdência, Capitalização e Saúde da Mapfre, acredita que a insegurança perante a economia e a instabilidade no emprego acarretaram no aumento do seguro de proteção financeira. “É natural que, em períodos como este, as pessoas busquem proteções que garantam o pagamento de suas dívidas caso ocorra a perda da renda. Contudo, apesar do temor do desemprego ser um fator com forte influência no crescimento do seguro prestamista, não podemos desconsiderar também o aumento da consciência das pessoas quanto à importância da proteção”, finalizou Serebrinic.

Gabriel Rocha
Revista Apólice

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