ATUALIZADO EM 23/07/2019, ÀS 14:41

Exclusivo- Durante o Expertise Agro, evento realizado na última sexta-feira, 19, na cidade de São Paulo, a Tokio Marine exibiu os últimos resultados do Agro Safras e mostrou a importância do seguro rural para o setor do agronegócio. A celebração contou com diretores executivos da companhia, presidente e palestrantes convidados.

“O agronegócio é um setor pujante”. A frase foi unanimidade entre os oradores da palestra. Apesar de uma leve queda no início do ano, o setor rural assistiu o aumento de 6,4% do volume de negócios, em relação ao ano anterior, realizados na 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, Agrishow, que recebeu 159 mil pessoas, ,entre expositores e compradores. O volume total de negócios chegou a R$ 2,9 bilhões. Além disso, o PIB do setor agrícola corresponde a pouco mais de 20% de toda atividade econômica do Brasil.

Apesar dos números, o seguro agro não acompanha o crescimento do setor. Dos 62 milhões de hectares com produção rural no Brasil, somente 4,7 milhões de hectares estão sob a tutela do seguro 2018. José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, divulgou os resultados da companhia no ramo. “O grupo está entre os cinco maiores conglomerados do mundo. Nós emitimos R$ 143 bilhões em prêmios, em 2018. Para se ter uma ideia do que significa esse número, podemos fazer um comparativo com o mercado brasileiro de seguros que, sem Previdência e sem Saúde, representa R$ 112 bilhões”, relatou.

Felipe Smith, diretor Executivo da seguradora, apresentou dados da cobertura do seguro da companhia e comentou sobre a subvenção do governo ao seguro agrícola. “Possuímos 12 milhões de hectares segurados e mais de 70 culturas. A expectativa é que a subvenção chegue a R$ 1 bilhão. O incentivo é importante para que o produtor compre o seguro e possa produzir e o mercado crescer ainda mais”, revelou o executivo.

Joaquim Neto, gerente de Produtos Agro, apresentou o portfólio da seguradora para atender o produtor rural. “No produto Agro Safras temos a cobertura de acontecimentos climáticos como a seca, o excesso de chuva, o granizo, a geada, o incêndio, a praga, dentre outras coberturas. Temos divulgado pela seguradora que se o agricultor tiver uma frustração em uma colheita ele poderá ficar três anos sem exercer a atividade ou até sair do ramo. Porém, com a presença do seguro, o cliente tem a indenização em 30 dias e já segue para o próximo período de plantio. O serviço é essencial para agricultura brasileira”, disse.

A previsão do tempo cada vez mais certeira ajuda o agricultor e se tornou uma aliada no campo. Desirré Brandt, da Somar Meteorologia, explicou a incidência dos efeitos do La Niña e El Ninõ, o aquecimento e resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico. “Os grandes acumulados de chuva, temporais de granizo, podem acabar com a plantação de milho do agricultor, por exemplo. Esse é um sinal do La Niña, fortes correntes que provocam rajadas de vento”, alertou.

A conclusão do evento ficou por conta de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que comentou sobre a falta de políticas públicas para o incentivo e proliferação do seguro rural. Rodrigues revelou que o desenvolvimento da agricultura é essencial para promover a paz mundial. “O mundo espera que o Brasil cresça no setor agropecuário. “Pergunto para vocês: ‘Vamos crescer aquilo que o mundo espera de nós?’ A resposta é: ‘Não sei’. Precisamos de uma estratégia. A última vez que isso foi cogitado estávamos no governo do general Médici, com a criação da Embrapa. Após isso, tivemos apenas soluços”, concluiu.

Gabriel Rocha
Revista Apólice

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