Em um mundo em que boa parte dos celulares ultrapassa a casa dos R$ 2 mil, a preocupação com furto e roubo é grande. Entretanto, o brasileiro ainda resiste em contratar um seguro para esses aparelhos por ser um processo burocrático e, normalmente, não cobrir furto simples. Com o objetivo de mudar a relação das pessoas com a indústria de seguros, os empreendedores Igor Mascarenhas, Lucas Prado e Rafael Oliveira criaram a Pier, insurtech que oferece proteção digital diferente da convencional.

“Já ouvimos várias experiências negativas dos consumidores, por isso resolvemos criar uma solução descomplicada, que pudesse ser contratada de acordo com a necessidade do cliente e que cobrisse furto simples, já que o mercado não costuma fazer isso. A pessoa contrata e acaba tendo uma surpresa quando mais precisa”, explica Mascarenhas, sócio da Pier.

Um grande diferencial é o modelo de contratação, realizado online e no qual o usuário pode contratar o plano pelo período que quiser, além de escolher o tipo de cobertura desejada. “Se o cliente quiser contratar apenas para o período de férias, por exemplo, é possível fazer. Além disso, deixamos ele escolher a porcentagem de cobertura, que varia de 100% a 80% do valor de um aparelho semi-novo”, explica o empreendedor.

Se comparado com os seguros tradicionais, o processo é menos burocrático, pois é possível contratar ou cancelar o serviço pelo próprio aplicativo; não há carência e o reembolso costuma acontecer rapidamente. “Já chegamos a reembolsar em menos de 5 minutos”, conta Lucas Prado, sócio da Pier. O valor da mensalidade muda de acordo com o aparelho e plano escolhido, mas atualmente começa em R$ 6,30 mensais.

“Se o cliente for roubado ou furtado, o processo para receber o reembolso é simples. Basta apresentar o boletim de ocorrência e bloquear o IMEI do celular. Não há necessidade de apresentar nota fiscal e também protegemos aparelhos comprados no exterior”, ressalta Prado.

Modelo de negócio

A Pier se coloca como uma empresa de tecnologia que oferece um seguro digital baseado no conceito de comunidade com foco na experiência do cliente. “O processo de avaliação de convites foi construído para entender cada pedido de maneira única, indo além das informações sócio-econômicas.”, complementa Prado.

Prado exemplifica o termo comunidade. “Quando a pessoa entra na Pier, é preciso um convite no site ou pedir para uma pessoa que já faz parte do círculo. Logo após, o usuário recebe informações de como é que está a comunidade, como está o crescimento desse coletivo, o nível de risco”, cita.

“Nós dividimos o modelo de negócios em três partes: a primeira parte, 20%, é da Pier, a segunda parte, 20%, vai para a Too Seguros, a terceira parte, 60%, são dos nossos usuários, da nossa comunidade. Caso a sinistralidade seja menor do que 60%, nós devolvemos o dinheiro para o coletivo”, finaliza.

G.R
Revista Apólice

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