A Mapfre Brasil apresentou um resultado atribuído de R$ 206,9 milhões no primeiro semestre de 2019, havendo um crescimento de 67% em relação ao mesmo período no ano passado. O desempenho foi impulsionado pela evolução favorável dos negócios de auto e seguros gerais – este último passou de um índice combinado de 88,6% para 75,9%.

O volume de prêmios subiu 1,9% no país para 2,05 bilhões de euros. O segmento de vida cresceu 15,7% na comparação com os primeiros seis meses de 2018, com resultado positivo no negócio de vida risco (18,3%). Os prêmios de seguros gerais tiveram incremento de 4,7%. Já no negócio de auto, houve uma redução de 19%, o que se justifica pela estratégia aplicada de maior controle técnico na área e pelo reposicionamento de taxas, permitindo que o índice combinado continuasse melhorando de 114,3% para 107,2%.

“Neste ano, estamos focados em nossa estratégia de melhoria da eficiência operacional para alcançar um crescimento rentável por meio de um portfólio completo de produtos, adequado à realidade do consumidor brasileiro”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, CEO da seguradora no Brasil. “Vale reforçar que o Brasil segue como a segunda maior operação da companhia e com grande potencial de crescimento do setor de seguros”, ressalta.

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A Mapfre no mundo

As receitas da empresa no primeiro semestre chegaram a 15,05 bilhões de euros, 6,8% a mais do que no mesmo período de 2018, graças ao aumento dos prêmios – que passaram para 12,52 bilhões de euros (+4,7%) – e a maiores receitas financeiras. O lucro líquido da companhia ficou em 374 milhões de euros (-2,9%), pressionado por menores ganhos de capital financeiro.

De janeiro a junho, também houve melhora de 1,5 ponto percentual no índice combinado da seguradora, que ficou em 95,9%, e uma aumento na taxa de sinistralidade de quase 2 pontos percentuais, para 67,5%.

O patrimônio líquido ficou em 10,13 bilhões de euros, 10,2% a mais que em dezembro de 2018, enquanto o patrimônio aumentou para 8,84 bilhões de euros, 10,6% a mais que em dezembro passado.

Com crescimento de 9,3%, os ativos totais chegaram a 73,57 bilhões de euros – o maior volume registrado na história da empresa. Esse fato se deve não apenas pelo crescimento derivado da própria atividade de seguros, mas também ao aumento na avaliação de carteiras de investimento, como resultado da redução das taxas de juros na Europa e nos Estados Unidos.

Os investimentos do grupo ficaram em 53,17 bilhões de euros, mais 7,9% que no último mês de 2018. Desse total, o maior volume (56% ou 29,99 bilhões de euros) corresponde à dívida soberana, enquanto 18% (9,37 bilhões de euros) são de rendimento fixo corporativo; 5%, em ações (2,55 bilhões de euros); e 3% (1,46 bilhão de euros) em fundos de investimento.

O índice de solvência em março de 2019 era de 189,1%, com 87% do capital de maior qualidade (nível 1), mantendo robustez e estabilidade, graças à alta diversificação e rígidas políticas de investimento da seguradora.

N.F.
Revista Apólice

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