Completando 53 anos, o CVG-RJ realizou em parceria com a ENS e patrocínio da Bradesco Seguros, uma palestra sobre os impactos da reforma da previdência para o setor. “Se aprovada, será estabelecido de fato um limite para o INSS: todos saberão quanto vão receber. Ela também vai despertar a população para a necessidade do planejamento de longo prazo, além de criar um novo mercado pra benefícios previdenciários”, defendeu o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, convidado especial do evento.

Nasser defendeu a necessidade da reforma expondo as causas conjunturais, administrativas e estruturais do déficit da previdência, que chegará a R$ 309 bilhões já no final deste ano, segundo previsões do Estado. Entre elas, estão a alta carga tributária brasileira; o desemprego de 13 milhões de pessoas e informalidade de mais 40 milhões; a possibilidade de acúmulo de até seis benefícios por uma só pessoa; e discrepâncias entre valores de aposentadorias como a do legislativo, com média de R$ 27 mil em 2017, e a do INSS, de R$ 1.200.

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O executivo explicou aos presentes que a PEC em discussão no governo diz respeito à reforma paramétrica, ou seja, que altera o modelo atual da previdência social. Nesse sentido, ele afirma que todas as ações semelhantes já realizadas no mundo envolveram o aumento da contribuição e da idade mínima para aposentadoria, bem como a diminuição do benefício. “Não tem como fugir disso”, disse.

Já a segunda etapa, relatou o presidente da entidade, se refere à “nova previdência, para trabalhadores nascidos a partir de 2005, que estarão entrando no mercado daqui a dois anos”. O modelo proposto pela Federação em conjunto com a CNseg, Abrapp, ICSS e Fipe prevê quatro pilares de remuneração.

“A primeira propõe a renda básica ao idoso, garantindo benefício de R$ 550 para todo cidadão com 65 anos ou mais. A segunda, com piso de R$ 550 e teto de R$ 1.650, será válida para quem ganha até R$ 2.200 e contribuição mínima de 40 anos, benefício financiado pela empresa e pelo trabalhador”, enumera Nasser.

O terceiro pilar, para salários acima de R$ 2.200, prevê, além desse teto de benefício, seguro facultativo de morte e invalidez e renda complementar composta por recursos do FGTS do próprio trabalhador. “Não há dinheiro novo para injetar no sistema, então propomos a utilização de 30% do fundo, acima do teto do salário desemprego, em uma conta capitalizada individual de aposentadoria. O montante, que ficaria parado, passa a ter melhor remuneração por se tornar um fundo de investimento, sendo administrado pelo beneficiário. Aos 65 anos, ele tem direito a receber”, explica.

Por fim, o quarto pilar é o da contratação voluntária da previdência privada, para quem puder e quiser receber mais durante a aposentadoria. “É importante destacar que os R$ 2.200 já repõem a renda de 75% dos trabalhadores brasileiros. O teto hoje é R$ 5.864, mas a média de pagamentos fica em R$ 1.200. O que muda é que você passa a fazer a gestão do seu futuro”, conclui o executivo.

O presidente do CVG-RJ, Carlos Ivo Gonçalves, também aproveitou para agradecer à diretoria executiva, aos conselheiros e assessores da instituição. “Chegamos ao final de um trabalho árduo e vigoroso dessa diretoria executiva. Apesar das dificuldades econômicas encontradas no nosso estado, conseguimos, com a ajuda desses parceiros, realizações importantes. Também não posso deixar de registrar todo o apoio das empresas beneméritas”, discursou. Quem conduziu a cerimônia foi a vice-presidente da entidade, Leila Nogueira.

Missa

Fechando a celebração dos 53 anos da entidade, a tradicional missa de ação de graças foi celebrada na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, no Centro do Rio de Janeiro. “Um momento de reflexão e agradecimento pelas metas e graças alcançadas”, disse Gonçalves.

As comemorações reuniram diversas lideranças do mercado, entre as quais: os presidentes dos CVGs do Espírito Santo, Antonio Santa Catarina; Rio Grande do Sul, Andréa Araújo, e da Bahia, Patrícia Jacobucci. O presidente do CCS-RJ, Fabio Izoton, o presidente do Ibracor, Gumercindo Rocha Filho e o vice-presidente do Conselho Consultivo da Mongeral Aegon, Marco Antônio Gonçalves. Além do presidente do Conselho do CVG-RJ, Ênio Miraglia, e os conselheiros Octavio Perissé, Marcello Hollanda e Danilo Sobreira.

N.F.
Revista Apólice

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