O mercado de seguros de pessoas (seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção) registrou no primeiro trimestre deste ano R$ 9,97 bilhões em prêmios. O valor, que se refere às contratações de coberturas para riscos pessoais, é 12,8% superior aos R$ 8,84 bilhões movimentados de janeiro a março de 2018, segundo dados da FenaPrevi, que representa 68 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

(Divulgação) Jorge Nasser

De acordo com dados do balanço da federação, as indenizações no primeiro trimestre de 2019 totalizaram R$ 2,40 bilhões, valor 9,4% maior em relação aos R$ 2,19 bilhões registrados no mesmo período de 2018. Segundo o presidente da instituição, Jorge Nasser, as indenizações demonstram a importância social do seguro. “As indenizações proporcionam proteção e garantia para a continuidade dos projetos pessoais e da vida econômica do segurado e de seus familiares”, diz.

O seguro de pessoas conseguiu driblar a crise econômica e a politica e ainda conseguiu fechar, em volume, superando o ano passado. Para o superintendente de Vida e Previdência da Zurich, Andre Peixoto, o crescimento é atribuído a uma série de fatores. “No segmento de prestamista, por exemplo, que é um segmento que cresceu fortemente nos últimos anos, a dependência é sobre o setor de crédito, com maior crédito no mercado maior o seu crescimento. Já os seguros de vida individual, possuem relação com a capacidade de poupança das pessoas e também existe uma variável cultural”, relata.

O executivo atribui a um outro fator o crescimento. “A ascensão das classes com menos renda nas últimas décadas. O acesso dessas famílias ao consumo também fomenta o mercado de seguros, pois precisam proteger seus bens e a família”, complementa.

Peixoto é cauteloso ao fazer previsões para o futuro da carteira. “É difícil definir e afirmar qual será o crescimento do setor, no entanto estima-se para o decorrer deste ano um crescimento de cerca de 10%, dependente da retomada do crescimento econômico e do mercado de crédito”, conclui.

Gabriel Rocha
Revista Apólice

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